Neno faria hoje 64 anos: o sorriso eterno do Vitória e da cidade
Guimarães acorda hoje com a memória viva de Neno, figura maior do Vitória Sport Clube e da própria cidade. O antigo guarda-redes, que faria 64 anos, merece ser lembrado não apenas pelo que defendeu dentro das quatro linhas, mas sobretudo pelo que representou fora delas: um homem simples, de uma alegria contagiante, próximo e profundamente ligado a Guimarães.

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Foi no Vitória SC que Neno encontrou casa. Chegou como jogador experiente e saiu como símbolo, construindo uma relação rara com os adeptos vitorianos. Entre balizas e bancadas, criou-se um laço de confiança e carinho que atravessou gerações. O seu sorriso fácil, a palavra pronta e a forma como vivia o clube tornaram-no um dos rostos mais queridos do universo vitoriano.
Depois de pendurar as luvas, Neno nunca saiu de Guimarães. Continuou ligado ao Vitória, agora em funções diretivas, e manteve-se presente no quotidiano da cidade. Era visto nas ruas, no estádio, em conversas demoradas com adeptos, sempre com o Vitória no coração. Para muitos, não era apenas um antigo jogador: era “o Neno”, parte da família vitoriana.
A sua morte, em 2021, deixou um vazio profundo. Guimarães respondeu com homenagens sentidas, eternizando-o no Estádio D. Afonso Henriques, onde uma bancada passou a ter o seu nome. Um gesto que simboliza aquilo que Neno foi para o clube e para a cidade: alguém que defendeu muito mais do que uma baliza, defendeu valores, identidade e pertença.
Hoje, Guimarães recorda Neno com saudade e orgulho. Porque há jogadores e pessoas que passam pelos clubes e pelas cidades, e há outros que ficam para sempre.
Por Eliseu Sampaio, diretor.





