Noite memorável: “Sinto-me em casa”

Depois da energia inicial sentida na noite de 7 de maio no palco do Multiusos de Guimarães, Fernando Daniel aproveitou para dizer que “Portugal não é só o Porto e Lisboa” e que, enquanto houver palcos, vai querer cantar em todos eles.

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

“Tocar no norte é um concerto ganho”, confessou o músico que destacou o facto de “a malta do norte acolher sempre bem”. E se, naquele concerto, “pudéssemos parar o tempo”, a imagem seria surreal. Seis mil lanternas ligadas e um ambiente único, enquanto o público acompanhava Fernando Daniel.

Num concerto que contou com Carlão, que se referiu aos espectadores como “maravilhosos”, Carolina Deslandes e Piruka, o mentor do The Voice Kids fez questão de levar consigo quatro pequenos cantores, Rodrigo, Matilde, Catarina e Maria. “Quatro pessoas que, há uns meses, saíram de casa e foram atrás do sonho”, contou o artista.

A artista e amiga Carolina Deslandes destacou o quão importante é “dizer o quanto gostamos e estamos orgulhosos. Mais do que canções, o Fernando Daniel inspira todas as pessoas que estão nesta sala. Ele nunca desistiu”. E, dando continuidade a essas palavras, o cantor anunciou a música “Recomeçar” que fala sobre “não desistir dos obstáculo, seja um despedimento, o fim de uma relação, uma nova vida no estrangeiro, seja o que for”, e lembrou o percurso que fez com o seu melhor amigo e teclista, Mendoza. “É bom que nos possamos rodear de pessoas  que nos apoiam contra tudo e contra todos. Podem não estar lá para nos impedir de cair ao chão, mas estão lá com a mão esticada para nos levantar”.

“Zé Pedro, hoje, eu e mais seis mil pessoas vamos cantar para o teu pai”

A música “Melodia da Saudade” abriu o encore, com um momento muito especial. Com a certeza de que o avô não se importava que, naquela noite, a música fosse dedicada a outra pessoa, Fernando Daniel dedicou a música ao pai de Zé Pedro, um rapaz que estava no público e lhe tinha feito chegar uma carta.

Este é sempre um momento “especial”, disse ao Mais Guimarães. “Fico sozinho em palco, sentado ao piano, com uma luz sobre mim. É um momento em que, além de eu me estar a relembrar do meu avô e a cantar para ele, sinto que as pessoas que ali estão, estão a relembrar alguém ou estão mais próximas de alguém que já partiu. Acho que esta música é mesmo isso. É levantarmo-nos a nós até ao céu ou então trazer as pessoas do céu um bocadinho até nós. São seis ou sete minutos em que as pessoas estão ali a preencher um vazio que não se sabe se se pode ou não completar, mas que eu faço por isso”.

Um concerto que, garantiu o artista, “valeu pelos dois coliseus” e um lugar onde se sentiu em casa. “Espero voltar”, disse ao terminar visivelmente emocionado.

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