O PSD olha para este Plano e Orçamento com um “misto de perplexidade e desilusão”

O deputado social democrata queixou-se da “conduta de uma maioria que se fechou em si mesma, votando a uma total indiferença ao pensamento alheio”.

Carlos Caneja barra

Na última reunião da Assembleia Municipal, que decorreu a 29 e 30 de dezembro, foi aprovado, com os votos favoráveis da maioria socialista, o Plano e Orçamento Municipal para 2022. O PSD, e a restante oposição, votou contra o documento que define a estratégia do município para 2022.

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Carlos Caneja Amorim, pelo PSD, interveio para referir que o seu partido “mantém o registo de sempre, um perfil construtivo e responsável”, lamentando que “todas as propostas” do partido sejam “ignoradas pelo executivo”.

O deputado social democrata queixou-se da “conduta de uma maioria que se fechou em si mesma, votando a uma total indiferença ao pensamento alheio”. E disse mais, que “o executivo está refém e vive numa bolha. Tudo está excecional, tudo será excecional, e quem tiver a heresia de dizer o contrário é carimbado com o rótulo de estar a dizer mal de Guimarães”.

Caneja Amorim disse também que “a autarquia e a sua gestão têm falhado à sua comunidade”, lembrando a redução de cerca de três mil pessoas no concelho nos últimos 20 anos, com “especial incidência nas faixas etárias mais jovens”, bem como a cristalização da perda de poder de compra, “entre os 80 concelhos mais populosos do país, Guimarães está no 71º em termos de ordenado médio mensal bruto”, lamentou o deputado.

“É com fortíssimo desconforto que vemos concelhos vizinhos, sem o nosso currículo e génio industrial, conseguirem instalar nos seus territórios projetos diferenciados, quer em escala, quer na garantia de pagamento de salários acima da média”.

Carlos Caneja Amorim – Deputado do PSD

Lembrando que o orçamento municipal contempla 28 milhões de euros com o custo do pessoal e 18 milhões na contratação de serviços externos, o deputado disse que “importa libertar o orçamento municipal das amarras de uma despesa corrente excessiva, por forma a se disponibilizar verbas para um investimento virtuoso, mormente na área social e por forma a acomodar o custo da redução de impostos para as pessoas e para as empresas, como é defendido pelo PSD”.

Perto do final da sua intervenção, o deputado criticou também a apresentação, neste Plano e Orçamento, de “projetos que há plurais mandatos não são executados, dando exemplo da Escola EB 2.3 de S. Torcato, Pavilhão na Escola João de Meira ou o Campus da Justiça”. É uma “manta de retalhos com projetos sem qualquer ligação”, disse.

É um orçamento que, “contrariando as melhores práticas académicas, parte da receita máxima possível para a despesa e não da despesa mínima necessária para as receitas, e quem paga o preço é a sociedade civil vimaranense”.

No fundo, para o deputado, estamos “perante um plano e orçamento de gestão corrente, sem qualquer preocupação de médio e longo prazo. Sem qualquer rasgo, sem qualquer ambição, e assim, não acrescenta futuro, não dá esperança. Por isso, não resta ao PSD qualquer opção que não seja votar contra”, terminou.

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