Obrigado por tanto, Salgado Almeida!
A partida de Salgado Almeida deixa um vazio difícil de preencher, não apenas entre aqueles que lhe eram mais próximos, mas em toda a comunidade que, de uma forma ou de outra, foi tocada pela sua forma de estar na vida. Falar dele é falar de dedicação genuína à causa pública, de um sentido de missão que não se proclamava, vivia-se, todos os dias, nos gestos simples e nas decisões consistentes.

© Eliseu Sampaio
Num tempo em que tantas vezes o interesse individual se sobrepõe ao coletivo, Salgado Almeida foi um exemplo raro de alguém que colocava o bem comum acima de tudo. Fê-lo com discrição, sem necessidade de reconhecimento, guiado por uma convicção profunda de que servir os outros é, em si mesmo, o maior propósito. A sua disponibilidade era constante, quase natural, como se nunca houvesse esforço em estar presente, em ouvir, em ajudar.
O seu altruísmo não era circunstancial, era estrutural. Estava na forma como se relacionava, na atenção que dedicava aos outros, na capacidade de se envolver genuinamente com as pessoas e com as causas. Tinha um olhar atento sobre a comunidade e uma vontade firme de contribuir para a melhorar, sem esperar nada em troca.
Mas seria redutor falar apenas do homem público. Salgado Almeida viveu rodeado de amigos, cultivando relações sólidas, feitas de lealdade, respeito e partilha. Sabia estar, sabia ouvir, sabia rir, e essa dimensão humana, tantas vezes invisível para quem olha de fora, é talvez uma das suas maiores heranças.
Tive o privilégio, e a honra, de ser um desses amigos. E é dessa proximidade que nasce este reconhecimento, não formal, mas sentido. Porque mais do que as funções que desempenhou ou os contributos que deixou, fica a memória de um homem íntegro, disponível e profundamente humano.
Num mundo que precisa de referências, Salgado Almeida foi uma delas. E continuará a ser, na memória de todos os que com ele cruzaram caminho.
À família enlutada, a direção do Mais Guimarães apresenta as mais sentidas condolências.





