Orçamento municipal dispara de 107 para 175 milhões de euros em dois anos
Ricardo Araújo, vereador eleito pela coligação "Juntos por Guimarães", critica este aumento, referindo que "não se sente no concelho".

© Paulo Guimarães /Mais Guimarães
As Grandes Opções do Plano de Atividades e Orçamento da Câmara Municipal de Guimarães para 2024, que se traduzem em 174,8 milhões de euros, foram aprovadas pela maioria socialista. A oposição votou contra.
Para Ricardo Araújo, “a maior quantidade de sempre de dinheiro municipal disponível no Orçamento Municipal, que em dois anos aumentou 64%, não tem impacto positivo visível no concelho e os cidadãos e empresas vimaranenses não sentem este aumento de investimento no seu bem-estar, qualidade de vida, crescimento e afirmação do concelho.”
O vereador aponta que, apesar do investimento, “o nosso concelho continua com graves carências de investimento público, evidenciando problemas que se arrastam e continuam por resolver em vários domínios, desde os parques industriais, a atração de novas indústrias e investimentos, os principais acessos rodoviários, as ligações entre a cidade e as vilas, a requalificação de centros cívicos e outras obras nas freguesias, o acesso a habitação condigna e a preços acessíveis para jovens e as famílias da classe média.”
Além disso, o vereador eleito pela coligação “Juntos por Guimarães” critica o PS por baixar apenas o IMI de 0,33 para 0,32, garantindo que no próximo ano arrecadará os 19 milhões de euros que garantiu em 2023. “Não há previsão da diminuição”, ressalva Ricardo Araújo.
O tribuno defende que é preciso “fazer com que Guimarães cresça e gerar mais desenvolvimento e melhores condições para pessoas. O aumento não é sinónimo de ambição e crescimento para o concelho. O município devia usar a política fiscal para transformar Guimarães mais atrativo paras as pessoas e empresas”, rematou.
Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, explica que o valor do Plano e Orçamento 2024 “tem a ver com a transferência de competências na área da saúde, escolar e social. As diversas despesas com o funcionamento destas áreas fazem aumentar este orçamento.”
O edil ressalvou que 100 milhões de euros do valor total “são para despesa corrente, para prestar serviço público em todas as áreas. Ficam 75 milhões para investimento. O orçamento em todos os municípios cresce e tem de crescer”, acrescentou.
O presidente do município apontou que a Câmara “está a trabalhar bem”, justificando que “estamos a diminuir impostos no IMI, o principal do município, e conseguimos captar mais fundos europeus.” Domingos Bragança “espera deixar o IMI na taxa mínima de 0,30”, mas apenas se “tudo correr bem na captação de fundos europeus”.
Por fim, o edil vincou que “é preciso ter uma visão do futuro e das obras”, e recordou que o município está a trabalhar nos projetos a nível da mobilidade, centros de negócios e educação no âmbito dos fundos europeus.





