ORQUESTRA DE GUIMARÃES APRESENTA “UM REQUIEM ALEMÃO” DE JOHANNES BRAHMS

O concerto terá lugar na Igreja de S. Francisco, sexta-feira, 20 de abril, às 21h30, e conta com a participação do Ensemble Vocal Pro Musica, do Coro do Conservatório de Guimarães, da soprano Ângela Alves e do barítono Job Tomé. A direção é de Vítor Matos.

Na noite de sexta-feira, 20 de abril, às 21h30, na Igreja de S. Francisco, Vítor Matos dirigirá a Orquestra de Guimarães em mais um concerto que resulta das residências artísticas no âmbito do programa de música erudita que o Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Guimarães promove. Será apresentada a obra “Um Requiem Alemão”, op. 45, de Johannes Brahms, compositor alemão e uma das figuras mais importantes do romantismo musical europeu do séc. XIX. A acompanhar a Orquestra de Guimarães estarão o Ensemble Vocal Pro Musica, o Coro do Conservatório de Guimarães, a soprano Ângela Alves e o barítono Job Tomé.
Os planos para a composição de “Um Requiem Alemão” tornaram-se mais concretos por altura do quinto aniversário da morte de Robert Schumann em 1861. Outra data importante na génese da obra é ada morte da mãe do compositor em fevereiro de 1865. Nos meses que se seguiram, em profundo luto, foi escrito o andamento “Wie lieblich sind deine Wohnungen, Herr Zebaoth!”. A obra ficou completa no verão de 1866, inicialmente numa versão com seis andamentos. A primeira apresentação ocorreu na catedral de Bremen, na Sexta feira Santa de 1868. J. Brahms, então com 35 anos, dirigiu a obra perante uma plateia de cerca de2500 pessoas. Clara Schumann, que presenciou a estreia, escreveu no seu diário que “O Requiem a afetou como nenhuma obra religiosa o tinha feito até então”. O quinto andamento “Ihr habt nun Traurigkeit” só foi acrescentado depois da estreia. Ao contrário do que o título poderia indicar, “Um Requiem Alemão” não se baseia numa tradução do habitual texto em latim da missa para os mortos, antes apresenta uma justaposição de pequenos extratos do antigo e novo testamento, escolhidos com um profundo significado simbólico.
Em quase todos os andamentos, o compositor, que possuía um profundo conhecimento da Bíblia, combina diversas passagens de diferentes livros. Brahms quis criar um requiem “para as pessoas”, uma obra que as confortasse usando a língua alemã, em vez de um latim menos compreensível para muitos. A ideia conceptual de consolação e esperança é transversal a toda a obra, como tal a escolha de texto foca-se sobretudo nesse aspeto. A ênfase é dada à consolação dos que sofrem em oposição à habitual prece pela redenção dos que partem.
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