OS DUENDES QUE AJUDAM O PAI NATAL E ADAPTAM BRINQUEDOS PARA “CRIANÇAS ESPECIAIS”

A adaptação iniciou-se na passada segunda-feira, na Universidade do Minho, onde cerca de 40 alunos da academia minhota trabalham na adaptação dos brinquedos

©  Mafalda Oliveira/ Mais Guimarães

Já se tornou uma tradição natalícia: são uma espécie de duendes que, em conjunto com o Pai Natal, adaptam brinquedos que serão oferecidos a crianças com necessidades especiais. É assim desde 2006. O Laboratório de Robótica do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho passa uma semana, em dezembro, a adaptar brinquedos para que estes possam ser utilizados por crianças com necessidades especiais. “Uma menina de 11 anos trouxe-nos um saco de brinquedos usados para oferecer. Também desenhou um postal de Natal, no qual tinha uma mensagem para os duendes que adaptam os brinquedos. Foi muito bonito”, recorda ao Mais Guimarães, Fernando Ribeiro, docente responsável pela iniciativa.

A adaptação iniciou-se na passada segunda-feira, na Universidade do Minho, onde cerca de 40 alunos da academia minhota trabalham na adaptação dos brinquedos. Esta quarta-feira, excecionalmente, os trabalhos decorrem na Sociedade Martins Sarmento. “Temos cerca de 90 brinquedos para adaptar e já vamos a mais de metade neste momento”, adianta o docente, numa sala que foi também alvo de visita de uma turma do Patronato S. Sebastião. Atualmente, já foram recolhidos mais de 90% dos brinquedos. “Se nos entregarem mais, aceitamos, como é óbvio. Os brinquedos que não conseguimos adaptar, entregamos a instituições”, assegura.

©  Mafalda Oliveira/ Mais Guimarães

A iniciativa é realizada com a parceria entre a Saluslive, um centro terapêutico, e a botnroll.com, que fornece os componentes eletrónicos.  “Este ano, os brinquedos serão entregues a uma instituição em Braga e à Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães”, revelou Fernando Ribeiro. Além disso, alguns brinquedos são entregues a particulares, ou seja, a crianças que não estão institucionalizados. “Pelo facto de não estarem nas instituições não podem de maneira nenhuma serem penalizados por isso. Se alguém precisar de algum brinquedo, que nos contacte porque nós estamos disponíveis para o fazer”, garantiu.

Ano após ano, “a motivação é enorme”, garante Fernando Ribeiro. “Enquanto houver crianças com estas dificuldades, para nós é motivo suficiente para continuar a fazer isto. Este ano, os alunos estavam a perguntar há quase um mês quando é que abriam as inscrições para serem voluntários. Isso mostra que a nossa juventude é muito solidária”, afirmou.

Esta é também uma forma de os alunos ganharem alguma experiência, segundo Fernando Ribeiro. “Aprendem porque estão a resolver problemas concretos.  Não há dois brinquedos iguais, ou seja, eles abrem um brinquedo e têm que solucionar aquele problema, ver a placa eletrónica e ver onde vão ligar os fios. Cada brinquedo é uma surpresa”, admitiu. Os brinquedos adaptados serão entregues às diferentes instituições ao longo da próxima semana.

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