PAN questiona a Câmara sobre ampliação de fábrica em Gandarela

No âmbito das comemorações do dia 24 junho, o Presidente da Câmara de Guimarães inaugurou, no dia seguinte, o piso sintético do Recinto Desportivo de Gandarela, o que indignou alguns moradores, que residem nas imediações do mesmo e que se queixam da ampliação de uma fábrica para fora do Parque Industrial.

Foto: CMG

Em causa está a ampliação da fábrica da DL Cozinhas, motivo de uma queixa junto dos serviços camarários, há dois anos, por dezenas de moradores de Gandarela.

Os moradores reclamam que a fábrica expandiu para fora do Parques Industrial, tendo ficado paredes meias com o referido Recinto Desportivo e as habitações da rua da Aldeia Nova.

A queixa está relacionada com a desvalorização patrimonial imediata das habitações e com a redução da qualidade de vida provocada pelo fumo, o cheiro e, principalmente, o ruído, durante todo o dia, ruído de um exaustor industrial colocado a pouco metros das habitações e que funciona todo o dia.

“O recinto desportivo é um dos pontos de encontro das pessoas de Gandarela, o que vem reforçar a nossa ideia de que a fábrica não devia estar ali mesmo ao lado, pelo barulho e poluição atmosférica que gera”, afirma Rui Rocha, membro da Comissão Concelhia do PAN.

“Em pleno século XXI, é inconcebível o que aconteceu em Gandarela. Esta situação não devia ter acontecido, pois havia muitas alternativas, porventura até mais baratas, para o dono da marca DL Cozinhas ampliar as suas instalações, continuar a laborar e a criar riqueza para si e para a região. Não sabemos o que vai acontecer, mas sabemos que o investimento daquelas famílias foi por água abaixo e a sua qualidade de vida degradou-se enormemente desde junho de 2019. Estamos preocupados com toda esta situação», acrescentou o representante do PAN. Enquanto se olhar desta forma o território, estamos a diminuir a qualidade de vida dos vimaranenses, pois o que afeta a uns também deve dizer respeito a todos; assim não estamos a criar comunidades que se orientam por preceitos de justiça e fraternidade, mas por interesses individuais que aumentam injustiças e separam as pessoas”, rematou Rui Rocha.

A Câmara Municipal de Guimarães foi questionada sobre este tema pelo PAN, após ter ouvido as queixas dos moradores, mas ainda não foram dados esclarecimentos.

Ao Mais Guimarães, o responsável pela empresa em questão, a Luz Móveis, lamentou o que classificou de “aproveitamento político” desta questão pelo PAN, referindo que a empresa não tem instalado qualquer exaustor industrial e que todas as áreas da empresa, que emprega perto de 100 pessoas, estão devidamente autorizadas e dentro dos parâmetros legais exigidos.

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