“Para que o futebol volte aos nossos estádios”, Venâncio apela: “Fiquem em casa”

Defesa participou em mais uma das videoconferências organizadas pelo Vitória. Para Venâncio, é importante “manter o foco” nesta altura em que o desporto está em suspenso.

© Mais Guimarães

Os jogadores do Vitória têm treinado juntos — mas, ao mesmo tempo, separados. Através das plataformas de videoconferência disponíveis na internet, os atletas contornam a realidade e tentam resgatar a normalidade dos dias passados para os que hoje se vão vivendo. Só falta, claro, o contacto pessoal e a relva.

“Foram-nos dados planos individuais e temos feitos treinos todos juntos. Tentamo-nos adaptar com o que nós temos e tem havido esforço para que consigamos fazer alguns tipos de treino que vão mandando. É um momento de adaptação.” Quem o diz é Venâncio, presente em mais uma das videoconferências organizadas pelo clube vimaranense. Na falta do contacto com a relva, os jogadores tentam “continuar com o ritmo” adquirido ao longo da época, falar como se estivessem no balneário ou no treino e “não focar no que está a acontecer”. Sobretudo, os jogadores do Vitória aproveitam os treinos virtuais em conjunto para “matar saudades uns dos outros”.

Para o atleta natural de Setúbal, esta “tem sido uma experiência nova”. “Temos de manter o nosso foco e profissionalismo. Continuar a treinar e esperar pelas decisões que vão ser tomadas”, explica. Face a “uma situação inédita e anormal”, o defesa tenta “acompanhar o quanto baste” as notícias sobre a pandemia da Covid-19: “É uma situação mentalmente desgastante. Estamos à espera que as coisas deem a volta e, mais tarde ou mais cedo, isso vai acontecer. Mas tento desligar-me um pouco para passar tempo com a minha família”, conta.

Venâncio frisa que “neste momento, a prioridade é a saúde pública”, mesmo não se sabendo se o campeonato se concluirá ou não: “Estamos todos na expetativa do que é que vai acontecer. Não sabemos o que vai ser decidido, não há exemplos do passado dos quais possamos tirar ideias.” Numa época em que o coletivo vitoriano trabalhou “para um objetivo”, não jogar as partidas que restam seria “um bocado estranho”. Ainda assim, Venâncio ressalva que, “se a decisão for essa”, só resta uma opção: respeitar.

Em caso contrário, e perante um possível cenário em que os jogos da I Liga se disputariam de três em três dias, o defesa prevê partidas “mais difíceis” e “pontos mais caros”. Mas indica uma sugestão: “Tem de haver um período de adaptação à parte da competição. Poderia haver uma mini pré-época.”

Até lá, o jogador do Vitória deixa um apelo aos adeptos do clube: “Apelo a que fiquem em casa e que respeitem todas as decisões da DGS. Neste momento, é o que todos temos de fazer para que consigamos inverter situação. E para que o futebol volte aos nossos estádios.”

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