Paulo Estêvão propõe aliança entre Guimarães e Açores para celebrar a história e construir o futuro

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do Governo dos Açores, Paulo Estêvão, manifestou esta sexta-feira a intenção de estabelecer uma parceria entre os Açores e Guimarães para assinalar duas datas marcantes da história de Portugal: os 600 anos da descoberta do arquipélago, em 2027, e os 900 anos da Batalha de São Mamede, em 2028.

© Rodrigo Marques / Mais Guimarães

À margem da conferência “Espaço: Conhecimento, Defesa e Economia”, realizada no Centro Cultural Vila Flor, o governante revelou que o tema será abordado com o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, considerando que existe uma forte ligação histórica entre as duas efemérides.

“No próximo ano celebramos os 600 anos dos Açores e esse momento corresponde também ao período em que Portugal completa a sua configuração territorial, com a descoberta das ilhas das Flores e do Corvo. No ano seguinte celebram-se os 900 anos da Batalha de São Mamede, no berço da nação. São dois momentos muito importantes da história do país”, afirmou.

Segundo Paulo Estêvão, a intenção é que as comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores assumam uma dimensão nacional, envolvendo diferentes municípios portugueses e também a diáspora portuguesa espalhada pelo mundo.

“O povo açoriano resulta do povoamento feito por pessoas de todo o país. Somos uma síntese do povo português e essa história começa precisamente aqui, em Guimarães. Queremos acentuar essa ligação histórica e encontrar formas de trabalhar em conjunto”, sublinhou.

O governante destacou ainda a indústria espacial como uma das áreas onde poderá existir maior colaboração entre os Açores e Guimarães. Recordando o investimento que tem vindo a ser realizado na ilha de Santa Maria, defendeu que o país deve desenvolver toda a cadeia de valor deste setor em território nacional.

“Vejo muitas áreas de complementaridade. Os satélites podem ser produzidos em Guimarães e lançados a partir dos Açores. O importante é que todo o ciclo fique em Portugal, desde a produção até ao lançamento, permitindo que diferentes regiões contribuam para afirmar o país num setor estratégico”, referiu.

Paulo Estêvão lembrou ainda que os Açores têm vindo a investir no setor espacial há cerca de duas décadas e considerou que a capacidade industrial e tecnológica do Minho poderá reforçar esse ecossistema. “Uma região com a capacidade industrial e de inovação que tem Guimarães pode complementar de forma muito positiva o posicionamento estratégico dos Açores no Atlântico”, afirmou.

O secretário regional defendeu, por isso, que as comemorações históricas dos próximos dois anos e o desenvolvimento da indústria espacial podem constituir uma oportunidade para aprofundar a cooperação entre Guimarães e os Açores.

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