PCP defende que proposta de OE do Governo PS ignora investimentos no distrito de Braga

O partido defende que o Governo socialista "continua a recusar as soluções defendidas pelo PCP".

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Considerando que “a proposta de Orçamento do Estado que o Governo PS apresentou é, no fundamental, a proposta que foi rejeitada em outubro de 2022”, a distrital do PCP defende que esta ainda é “mais desajustada” atualmente devido à “degradação da situação nacional e internacional a que se assiste”.

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Em comunicado às redações, o partido defende que o Governo socialista “continua a recusar as soluções defendidas pelo PCP”, exemplificando o “aumento dos salários de todos os trabalhadores, o aumento geral das pensões, o reforço dos serviços públicos, designadamente o reforço dos profissionais do SNS, um regime de dedicação exclusiva, a valorização das carreiras, continua a recusar a defesa do direito à habitação, o travão aos despejos e ao aumento das rendas, o investimento na criação de uma rede pública de creches e de equipamentos sociais, o apoio à produção nacional e às MPME”. Medidas estas que, na visão do partido, solucionariam “alguns dos problemas mais imediatos do povo e do país”, e que “continuam a faltar nesta proposta”.


O PCP defende que se trata de uma proposta que está “prisioneira da submissão às imposições do Euro, que coloca a redução do défice como objetivo primeiro da política orçamental, em detrimento da resposta aos problemas de Braga e do País, como se confirma pelo facto de fixar agora o objetivo de atingir um défice de 1,9%, muito abaixo da previsão que constava da primeira proposta de OE (3,2%)”.

O partido alega ainda que a proposta ” ignora o agravamento do custo de vida, que já se pressentia no final de 2021″ e subestima os valores da inflacção, “transferindo para cima dos trabalhadores, dos reformados e das MPME, os custos do aumento dos preços de bens e serviços essenciais, com o exemplo gritante da recusa em controlar e fixar preços dos combustíveis”. 

Além disso, “não será nem com esta política, nem com este orçamento, que se irão suprir as insuficiências na fixação de médicos, enfermeiros e outros profissionais que todos os dias fazem falta nos equipamentos de saúde da região, nem a falta de professores que se regista em dezenas de escolas, nem a resposta aos problemas da habitação, entre outros”, pode ler-se na mesma nota.

Assim, o PCP refere que a proposta de Orçamento de Estado “adia uma vez mais, opções fundamentais”, o que, referem, se comprova pela ausência de verbas para a construção do novo Hospital Barcelos – Esposende, a expansão das instalações do Hospital de Braga, a concretização da linha ferroviária direta entre Braga e Guimarães e a concretização da variante à EN 14 na travessia da Trofa (V. N. de Famalicão/Trofa/Maia).

O Reforço do PART – Plano de Apoio à Redução Tarifária, de forma à implantação da intermodalidade nos transportes públicos no distrito, e os apoios à Universidade do Minho e para o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave também são considerados pelo partido como investimentos fundamentais.

Sublinhando que o “país tem recursos e possibilidades para enfrentar a atual situação”, o PCP garante que “não deixará de intervir com propostas para garantir soluções que Braga e o País precisam”.

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