PELA CIDADE

Wladimir Brito,

Professor de Direito na Universidade do Minho

1.º Findas as sessões de esclarecimento sobre o Plano de Mobilidade, constatamos algum silêncio sobre a sua execução. Não ignoramos que a dimensão desse Plano e as implicações a nível das infra-estruturas, da consciencialização da população e da sua execução convoca reflexão sobre as estratégias a adoptar, tempo de realização, opões por infra-estruturas amigas das pessoas e do meio-ambiente e diálogo com a comunidade a quem se destina o Plano.
Contudo, em nossa opinião, deve conceder-se prioridade à execução de algumas das suas dimensões, pelo imediato benefício que trazem às pessoas, ou por poderem servir de projectos pilotos para testar a intermodalidade dos transportes rodoviários entre freguesias e a cidade.

2.º Transporte Escolar, reclama a criação de uma rede de transporte dedicada exclusivamente a crianças e jovens estudantes, e não o anúncio de um milhão de euros a pagar às actuais transportadoras para o efeito. Pensamos que urge fazer o estudo e planeamento desta modalidade de transporte, orçamentar os seus custos e decidir pela sua municipalização ou concessão a empresas privadas de qualidade cumpridoras das suas obrigações laborais, fiscais e para com a Segurança Social e que disponibilizem veículos amigos do ambiente e com regras bem claras sobre a qualidade a pontualidade, segurança e circuitos. Entendemos que tudo isto deverá ser feito antes do próximo inverno, para que as nossas crianças e jovens não continuem a ter de utilizar os transportes públicos.

2. Acesso ao Hospital, outra prioridade que apela para a imediata construção de um acesso dedicado. Ninguém ignora a dificuldade que as ambulâncias têm, em especial em horas de ponta, para aceder ao Hospital com doente em situação de urgência ou de sofrimento. Esta situação inaceitável reclama construção urgente de uma via dedicada de acesso ao Hospital exclusiva para a circulação de ambulância, veículos de emergência médica e das forças de segurança. É injusto e desumano que uma comunidade inteira, consciente desta situação, aceite fazer sofrer os seus concidadãos, dificultando até ao intolerável limite o acesso ao Hospital.

3. Melhoramento do trânsito na zona do Toural/Alameda de S. Francisco/Muralha, onde o caos diário envergonha a cidade, contribui para o aumento exponencial da poluição urbana e representa perigo para a saúde pública, um enorme custo (oculto) em combustível e danificação, pela poluição, dos prédios. Essa situação irá agravar-se com entrada em funcionamento do parque da Caldeiroa, pelo que a arquitectura do sistema de circulação nessa zona da cidade deve ser revista com urgência, porque assim reclama o interesse e o bem público.

4. Propomos que se faça uma experiência piloto de transportes entre freguesias e da sua articulação com o sistema de transporte público na cidade. Sabemos, por termos sido orientadores de uma tese de Mestrado que tratou esta questão, que três freguesias celebraram um interessante protocolo para a criação de um circuito viário para servir as respectivas populações, protocolo feito a pensar nas ajudas comunitárias por contribuírem para a coesão territorial e social. Seria bom que a Câmara ajudasse essas freguesias a pôr em prática esse projecto piloto.

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