Pintor vimaranense Rafael Oliveira vence prémio na Bienal de Pintura de Pequeno Formato da Moita
O artista vimaranense Rafael Oliveira foi o vencedor do Prémio Joaquim Afonso Madeira, atribuído na XII Bienal de Pintura de Pequeno Formato, uma iniciativa do Município da Moita. A obra distinguida intitula-se "The One Who Stayed".

@ Rafael Oliveira
Trata-se de um óleo sobre madeira, com apenas 15 x 20 centímetros, onde o fogo é apresentado como uma força que não se controla: destrói, mas liberta também espaço para o que está prestes a surgir. No centro da composição, a figura permanece no limiar dessa transformação, sem lutar e sem recuar. Para o autor, é precisamente aí que está a chave da obra. “Essa figura não está ali a resistir ao fogo, está ali porque escolheu ficar”, explica Rafael Oliveira, que acrescenta: “Ficar não é resistir, é continuar. Interessa-me esse intervalo entre o que se perde e o que começa, porque é aí que as coisas se transformam. O fogo destrói, mas também abre espaço. É uma pintura sobre o que nasce depois”.
Nascido em Guimarães em 1996, cidade onde vive e trabalha, Rafael Oliveira formou-se em Artes Plásticas, na vertente de pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu percurso inclui a participação na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2023, e a exposição individual “A Dream For Us To Dream”, apresentada na Sociedade Nacional de Belas Artes em 2024. Entre outras distinções, foi galardoado com o XVI Prémio de Pintura D. Fernando II e com o Grande Prémio Tapeçarias Ferreira de Sá, na 5.ª Bienal Internacional de Arte de Espinho. É ainda o fundador do Atelier Mater, um espaço multidisciplinar de educação artística em Guimarães.
As obras premiadas e selecionadas estão patentes no Moinho de Maré da Azenha de Alhos Vedros, no concelho da Moita, até ao dia 22 de novembro.





