Presidente da ACTG denuncia uma “média de três assaltos por noite” em Guimarães

“Está a ser demais, é um exagero”, diz Cristina Faria, comerciante e presidente da direção da ACTG – Associação de Comércio Tradicional de Guimarães.

Cristina Faria ACTG

“Está a ser demais, é um exagero”, diz Cristina Faria, comerciante e presidente da direção da ACTG – Associação de Comércio Tradicional de Guimarães.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

A dirigente conta que a PSP, nos contatos que tem realizado, aponta para uma “média de três assaltos por noite”. O seu estabelecimento, a Casa Faria, “tem sido assaltado uma vez por semana”.

Os assaltos, “pelo que diz a polícia”, contou ao Mais Guimarães Cristina Faria, têm sido realizados por um único indivíduo. “Têm várias imagens, de vários estabelecimentos e é sempre o mesmo sujeito”, diz a dirigente, que avança também que os comerciantes estão “preocupadíssimos” porque “não se consegue fazer nada e, para além da insegurança, há os prejuízos com os vidros partidos, as fechaduras arrombadas e tudo o que é roubado.

O assaltante tem procurado sobretudo dinheiro, mas leva outras peças quando visita “lojas de marca”, ou bebidas, quando assalta cafés ou restaurantes.

Nos contactos com a polícia, a dirigente da ACTG conta que, quando pede um “reforço da vigilância”, a resposta que tem obtido é que “não têm elementos”, e que devíamos intensificar as queixas para que “o reforço chegue, que tem de ser indicado por Lisboa”.

A PSP está, acrescenta ainda a comerciante, com “cerca de metade dos elementos que tinha há uns anos”, e esta diminuição do policiamento “permite a onda de assaltos”, acredita Cristina Faria. Da última vez que a Casa Faria foi assaltada, “enquanto a polícia estava a fazer o levantamento da ocorrência recebeu a notificação de que duas outras lojas tinham sido assaltadas na zona Quintã”.

Da semana passada há relatos de assaltos na Rua Gil Vicente e Avenida Conde Margaride, na Alameda de S. Dâmaso, da Avenida de S. Gonçalo e também na Rua Dr. José Sampaio. Numa altura em que o comércio “está a tentar recuperar, isto é terrível”, termina a presidente da direção da ACTG.

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