Presidente da CM de Vizela: “Número de infetados apresentado diariamente é ‘errático'”

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Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal (CM) de Vizela, partilhou as suas “preocupações” relativas à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Numa publicação presente na sua página do Facebook, o autarca disse ter decidido escrever o “texto” porque, “por um lado, ao constatar a atual ou verdadeira realidade, pode gerar-se um sentimento de insegurança, por outro, leva a que as pessoas reforcem as suas medidas de segurança e de auto-proteção”.

O presidente da CM de Vizela começa por referir que a região Norte, “de alta densidade populacional”, “é uma das mais infetadas do país”, onde o “teletrabalho dificilmente se aplica, fomentando o contacto e proliferação do vírus”. Victor Hugo Salgado afirma que o número de infetados apresentado diariamente é “errático”, uma vez que “grande parte das pessoas com sintomas não fazem os testes e existe um elevado número de pessoas assintomáticas”. O autarca diz ainda que o país não consegue “testar todos que apresentem sintomas”, como também “não consegue testar sequer os seus profissionais de saúde ou os mais vulneráveis”, como os idosos. O presidente daquele concelho toca ainda na questão das máscaras: “Estamos já com cerca de 5 semanas de pandemia em Portugal, em plena fase de mitigação, e, ainda, ninguém afirmou publicamente se se deve ou não usar máscara”, lê-se.

“Em suma, ao longo das últimas semanas, ficou provada a ausência de um plano nacional de saúde pública eficaz, coordenado com todas as regiões do País, associada à ausência de uma estratégia de emergência social”, conclui.

Recorde-se que a Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave) lamentou, via comunicado comunicado, o facto de a zona Norte ser a mais afetada pelo novo coronavírus e de, mesmo assim, não ser prioridade do Governo no plano preventivo de combate à COVID-19, que prevê a realização de testes em lares de idosos, a população mais afetada à escala mundial por esta pandemia.

A CIM do Ave, na qual se incluem os municípios de Guimarães, Cabeceiras de Basto, Fafe, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela, escreve, em comunicado, que pretende demonstrar “o seu desagrado com esta decisão do Governo, afirmando a sua total solidariedade para com as Instituições da Zona Norte”.

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