PS lança carta aberta à JPG e desafia coligação para acordo na freguesia de Fermentões
O Partido Socialista de Fermentões tornou pública uma carta aberta dirigida aos dirigentes locais e concelhios da Coligação Juntos por Guimarães (JPG), propondo um compromisso político que permita ultrapassar o impasse institucional que, desde as últimas eleições autárquicas, impede a instalação plena dos órgãos autárquicos da freguesia.

© Junta de Fermentões
No documento, assinado por António Vilela, responsável local do PS de Fermentões, os socialistas defendem que a atual situação “prejudica a população e compromete o normal funcionamento democrático da freguesia”, justificando assim a divulgação pública da iniciativa e a reafirmação da disponibilidade para o diálogo.
O PS recorda que venceu as eleições autárquicas na freguesia, garantindo a presidência da Junta, mas sem maioria absoluta, o que obriga a entendimentos entre as diferentes forças políticas representadas. Apesar das tentativas de aproximação realizadas antes e depois do ato de posse, ocorrido a 26 de outubro de 2025, os órgãos autárquicos continuam sem estar plenamente instalados.
“Foi com estas premissas que voltamos a promover, sem sucesso até ao momento, conversações com os eleitos locais da Coligação JPG com vista à obtenção de um acordo que permitisse a instalação dos órgãos autárquicos da nossa freguesia”, refere a carta.
Os socialistas consideram que a ausência de uma solução estável tem provocado uma situação de bloqueio institucional que prejudica os cidadãos e limita o desenvolvimento da freguesia.
Na proposta agora apresentada, o PS propõe quatro bases para um eventual acordo de governação. Em primeiro lugar, a viabilização da constituição da Junta de Freguesia, respeitando a força política mais votada. Em segundo, uma distribuição proporcional dos cargos da Mesa da Assembleia de Freguesia, garantindo, segundo os socialistas, o equilíbrio democrático e a fiscalização da atividade autárquica.
O documento sugere ainda a integração de medidas prioritárias dos programas eleitorais de ambas as forças políticas nas Opções do Plano e Orçamento da freguesia, bem como a criação de um canal regular de comunicação entre os eleitos dos dois partidos antes de cada sessão plenária.
Na carta aberta, o PS refere também a posição assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães numa reunião do executivo realizada a 25 de maio, na qual terá considerado que a resolução do impasse depende dos eleitos locais da Coligação Juntos por Guimarães. “Recusamos o bloqueio institucional. Os interesses dos nossos concidadãos devem estar sempre acima dos interesses partidários”, afirmam os socialistas, que manifestam disponibilidade para retomar de imediato as negociações.
O Partido Socialista solicita uma resposta pública ou o agendamento de uma reunião bilateral com caráter de urgência no prazo máximo de dez dias. Caso não seja alcançado um entendimento nesse período, anuncia que será convocado um novo ato de posse, independentemente da existência de acordo entre as partes.





