Quase 200 vimaranenses fotografaram a biodiversidade a partir de casa

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Quase 200 pessoas participaram desafio lançado pelo Laboratório da Paisagem, em abril, numa iniciativa que passava pela promoção da biodiversidade junto da população através da fotografia. Segundo o Laboratório, os vimaranenses “responderam positivamente, encontrando e a fotografando várias espécies junto às suas residências, em tempo de confinamento”.

O repto decorreu ao longo do mês de abril, à boleia do City Nature Challenge 2020, um desafio à escala mundial que motivou a participação de várias dezenas de vimaranenses de muitos pontos do concelho, como Aldão, Costa, Fermentões, Penselo, S. João de Ponte ou S. Torcato.

“Estamos muito contentes com a participação dos vimaranenses, atendendo às limitações a que o confinamento nos obrigou. Tínhamos previstas diversas atividades com escolas, empresas e instituições e, claro, também com a comunidade em geral, mas face à situação de pandemia fomos obrigados a reformular, encontrando esta solução diferente, mas que se revelou muito desafiante”, referiu Ana Pinheira, investigadora do Laboratório da Paisagem em nota informativa. “Desta forma, mostrámos que, mesmo no nosso jardim ou da janela da nossa casa, podemos observar muitas espécies de plantas e animais, fundamentais para os nossos ecossistemas”, notou.

De entre as muitas espécies que os vimaranenses submeteram através da aplicação móvel Biodiversity GO!, destacam-se os artrópodes, as plantas e as aves. Várias das observações não faziam ainda parte da base de dados da biodiversidade de Guimarães, que já ultrapassa as três centenas.

Dedo-do-diabo
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Um deles é o Dedo-do-diabo (Clathrus archeri), “um fungo nativo da Austrália e Tasmânia, introduzido na Europa, Ásia e América do Norte”, revelou o Laboratório. “Apesar do aspeto, não é tóxico e é bastante inócuo e foi encontrado na freguesia de Abação”, acrescentou. Em Aldão foi captado um Pintarroxo (Carduelis cannabina), espécie comum na Europa, no oeste da Ásia e no norte da África, segundo a nota.

Já na Vila de Ponte, foi encontrada uma Cobra-de-escada (Rhinecis scalaris). O Laboratório da Paisagem refere que se trata de um réptil que pode chegar até aos 160 cm de comprimento, tem corpo em tom creme, com manchas escuras, e os juvenis desta espécie possuem marcas dorsais em forma de escada, explicando a origem do nome.

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