“Respeitem o confinamento que foi pedido”

Carlos Alpoim, diretor do Serviço de Urgência do Hospital, pede aos vimaranenses para que “fiquem em casa e respeitem o confinamento que foi pedido”.

“Não queiram que o convívio com os vossos amigos, os vossos familiares, com quem não estão todos os dias, se transforme em dor”, apelou. “Estamos cada vez com mais dificuldade, cada vez temos mais pessoas a chegar ao serviço de urgência. Nós queremos tratar não só quem tem covid, que cada vez nos chegam ao hospital em situações mais complicadas, mas também todas as outras pessoas que estão em situações agudas que necessitam de tratamento. Essas pessoas também têm direito a ser tratadas.”

O maior número de casos em Portugal leva, consequentemente, a mais casos graves, “mais pessoas a recorrer ao serviço de urgência, mais pessoas internadas, mais pessoas nos cuidados intensivos”. Torna-se difícil, assim, “ter capacidade de dar resposta de qualidade, e a resposta que cada um dos portugueses merece quando nos procuram no serviço de urgência.”

Carlos Alpoim admite o fecho das escolas a partir do 2.º ciclo

Para o diretor do Serviço de Urgência, como dizia Adalberto Campos Fernandes, ex ministro da Saúde, neste momento “impõe-se uma travagem às quatro rodas”. “Temos de pensar que, de facto, as escolas podem ser um local de contágio. Parece que a taxa de incidência é maior dos 13 aos 24 anos, por isso há necessidade de também fechar as escolas. Pelo menos a partir do 2.º ciclo.”




“Estamos, no hospital, disponíveis para quem precisa de nós”

Carlos Alpoim

“Passamos por um momento muito difícil nos meses de outubro e novembro, particularmente no nosso concelho. Estamos a sentir que esses números estão outra vez a voltar. Esses números podem ser ultrapassados.”

Sair para aquilo que é “extremamente necessário” são as palavras de ordem. “Estamos, no hospital, disponíveis para quem precisa de nós. Queremos tratar toda a gente. Se precisarem da nossa ajuda nós estamos prontos a responder, quer para a covid, quer para doenças não covid. É para isso que temos a urgência aberta 24 horas por dia.”

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