Ricardo Araújo defende criação da Área Metropolitana do Minho para reforçar cooperação regional
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, defendeu a criação de uma Área Metropolitana do Minho como forma de reforçar a capacidade de planeamento e ação conjunta entre os principais municípios da região. A posição foi assumida esta terça-feira, 07 de julho, durante a Conferência Anual da Fundação Mestre Casais, realizada na Reitoria da Universidade do Minho, em Braga.

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Sob o tema “Olhar o futuro a partir do Pentágono Urbano do Minho”, a conferência reuniu representantes dos municípios de Guimarães, Barcelos, Braga, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão, além de responsáveis de instituições de ensino superior e entidades regionais, para debater os desafios comuns da mobilidade, habitação, desenvolvimento económico e atração de população.
“Sou um defensor da Área Metropolitana do Minho. A região precisa de ganhar voz e isso só é possível se houver uma estrutura de coordenação”, afirmou Ricardo Araújo, considerando que chegou o momento de elevar a cooperação entre os municípios a um novo patamar.
Para o autarca vimaranense, a proximidade entre estes territórios deve traduzir-se numa maior capacidade de decisão e execução conjunta. “Juntos somos mais fortes, e isso é inequívoco. Agora é tempo de estruturar e organizar este novo ciclo da região, criando condições para planear e executar em conjunto”, sublinhou.
Como exemplo de colaboração já em curso, Ricardo Araújo destacou a articulação entre as Comunidades Intermunicipais do Ave e do Cávado na preparação do novo concurso para o transporte público rodoviário.

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“Pela primeira vez, as duas CIM vão lançar o concurso de prestação de serviços do transporte rodoviário”, referiu, defendendo que esta parceria acompanha uma realidade já consolidada entre as populações dos dois territórios. “Há um movimento que já é natural entre as pessoas. Há disponibilidade, vontade e uma prioridade política definida. É precisamente isso que permite avançar e dar tradução concreta à cooperação entre os territórios”, acrescentou.
Durante a intervenção, o presidente da Câmara de Guimarães associou ainda esta visão regional à estratégia de crescimento do concelho, apontando como prioridades a habitação, a mobilidade, a diversificação da economia e a criação de emprego qualificado.
“Eu quero que Guimarães volte a crescer. Quero que Guimarães tenha mais gente, tenha mais jovens”, afirmou, considerando que a mobilidade desempenha um papel determinante na qualidade de vida e no acesso às oportunidades. “Hoje, a mobilidade é um fator de acesso às oportunidades. É um fator de democraticidade no acesso às oportunidades”, destacou.
A conferência contou ainda com a participação do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, do reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, da presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Alexandra Malheiro, do presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, e dos presidentes das câmaras municipais que integram o Pentágono Urbano.
Ao longo da sessão, a cooperação entre municípios, instituições de ensino superior e entidades regionais foi apontada como um dos principais caminhos para responder aos desafios do território. Álvaro Santos defendeu a necessidade de uma “nova cultura baseada na cooperação”, enquanto os responsáveis académicos sublinharam a importância de reforçar a coordenação entre instituições e potenciar complementaridades.
Promovida pela Fundação Mestre Casais, a conferência centrou a reflexão no futuro do Pentágono Urbano do Minho e no papel da cooperação como instrumento para o desenvolvimento sustentável da região.





