RODRIGO AREIAS

Nome completo

Rodrigo Jorge Bastos Areias

Nascimento

15 de setembro de 1978

Guimarães

Profissão

Cineasta

Viveu nas maiores cidades portuguesas, Porto e Lisboa, e numa das maiores cidades do mundo, Nova Iorque, mas foi em Guimarães que se instalou. Hoje, percorremos os corredores do Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura (CAAA) e encontramos o seu território, um pequeno estúdio rodeado de empreendedores.

O cineasta vimaranense, Rodrigo Areias, conta-nos duas realidades sobre gosto do cinema e como conseguiu juntar os dois. “Uma coisa é o interesse puro, outra é o momento em que acredito que consigo viver só a fazer cinema. Hoje é um bocadinho diferente. Acabámos por ser todos educados para acreditar que ter empregos estáveis e devidamente reconhecidos socialmente e de remuneração certa é o sistema ideal. Na verdade, eu não acredito em nada disso. Só acreditei que era possível viver de filmes, quando viver enquanto músico”.

Foi com apenas 17 anos, ao mesmo tempo que estudava, que conquistou a “liberdade” financeira necessária para conseguir estudar cinema, pois afirma que naquela época os concertos eram bem pagos e não a “miséria que é hoje”. “Essa coisa de fazer tournées e tocar em festivais grandes faz com que percebas que a vida não é tão cinzenta e que concretizares um sonho não é algo assim tão longínquo”, conta.

Um processo que levou Rodrigo Areias a estudar som e imagem, que culminou nos seus primeiros trabalhos no cinema como engenheiro de som. Foi durante o 3.º ano, quando aconteceu o Porto 2001, nome dado à iniciativa Porto Capital Europeia da Cultura 2001, que se abriram as portas do cineasta, com a possibilidade de ter contacto com uma série de produções.

A mim aconteceu-me querer não fazer mais nada na vida a não ser filmes

“Fui convidado para fazer um dos filmes da escola do Porto de 2001. Já estava a trabalhar numa série de outros filmes. Nesse ano comecei a trabalhar com o meu amigo, Edgar Pêra [cineasta], com que ainda hoje continuo a produzir filmes. É este o processo, vais conhecendo pessoas. A mim aconteceu-me querer não fazer mais nada na vida a não ser filmes”, frisa. Mas não foi fácil o cineasta alcançar sucesso. “Foi um processo complicado”, afirma Rodrigo Areias, lembrando que fazer filmes é um processo mais complexo que pintar, compor música ou escrever”, porque é uma “arte coletiva que prossupõe muita gente e, por sua vez, muito dinheiro”.

Rodrigo Areias enumera as dificuldades para aqueles que decidem fazer produção nos dias que correm. “Por mais barato ou democrático que seja hoje, há sempre inúmeros gastos. O material técnico é caríssimo, a iluminação é caríssima e como tal há um embate com a realidade financeira que não há como contornar. Essa é a grande dificuldade. Perceber que não vai ser tão fácil como acreditámos ou como é na escola, em que os meios técnicos são cedidos e a equipa são os teus colegas”, refere.

O seu maior prazer está em filmar, porque diz ter a “sorte” de filmar com os amigos. “Quando realizo um filme, é o mais perto que tenho de férias”, conta enquanto sorri. “É um momento criar sem grandes constrangimentos, enquanto o resto do ano a minha vida é folhas de Excel, contratos e remunerações”, explica.

Rodrigo Areias licenciou-se em Som e Imagem, na Escola de Artes – Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e fez um curso de Realização Cinematográfica na Tisch School of Arts, na Universidade de Nova Iorque. Apesar de já ter vivido no Porto, em Lisboa e em Nova Iorque, foi na cidade natal que se instalou com a mulher e dois filhos. Foi responsável pela produção e cinema de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e Cultura e uma vasta filmografia, onde incluí os filmes Ornamento e Crime (2015), Cinema (2014) e Estrada de Palha (2012).

Por: Diogo Oliveira

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