Ronfe: Bloco de Esquerda quer intervenção do Governo e da ACT no Grupo Somelos

Segundo os bloquistas, a empresa “está a aproveitar este período de crise pandémica para exercer pressão sobre os trabalhadores para rescisões dos contratos e ameaça com despedimentos”.

Imagem retirada do Google Maps

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a situação laboral no Grupo Somelos, em Guimarães, e pede intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho para assegurar os direitos dos trabalhadores. Em causa estão os “recorrentes atrasos nos pagamentos de salários” e o incumprimento “das regras de saúde e segurança emanadas pela Direção-Geral da Saúde”.

Segundo os bloquistas, a empresa “está a aproveitar este período de crise pandémica para exercer pressão sobre os trabalhadores para rescisões dos contratos e ameaça com despedimentos”.

“A situação está a gerar grande apreensão entre os trabalhadores e trabalhadoras, por sentirem que o posto de trabalho está ameaçado, e cria dificuldades à sua vida, colocando em causa o cumprimento dos compromissos assumidos, nomeadamente o pagamento das prestações das rendas e dos créditos à habitação”, alertam, no documento entregue na Assembleia da República, os dois deputados bloquistas eleitos pelo círculo de Braga (José Maria Cardoso e Alenxandra Vieira) e o deputado José Soeiro.

No documento, os deputados do Bloco de Esquerda afirmam que “os atrasos nos pagamentos de salários no Grupo Somelos são recorrentes”. “Na Somelos Tecidos S.A. os salários do mês de março foram pagos apenas a parte dos trabalhadores e que, no início do ano, verificou-se também incumprimentos nos pagamentos de salários na Somelos Mix – Fios Têxteis, S.A.”, referem os deputados.

“Este agravamento das condições sociais destas famílias pode gerar uma crise social grave, pelo que se exige intervenção urgente do Governo e da Autoridade para as Condições do Trabalho para proteger os direitos dos trabalhadores, garantindo a liquidação dos pagamento dos salários em atraso e afastar estratégias que visam descartar os trabalhadores”, concluem.

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