Ronfe é vila há 21 anos — e a data festeja-se através das redes sociais

Um espetáculo musical volante percorrerá o território ronfense para que todos possam celebrar os 21.º aniversário da elevação de Ronfe a vila. Presidente da junta enaltece o espírito comunitário da população.

© CMG

Este ano, numa altura em que não se avista o fim da pandemia que fecha meio mundo em casa, os ronfenses não se podem juntar para assinalar o 21.º aniversário da elevação de Ronfe a vila. Não há a eucaristia habitual nem a entrega de prémios ou as homenagens. “Tivemos de reinventar as celebrações e fizemo-lo a partir das redes sociais. É um dia diferente”, começa por explicar a presidente da junta, Adelaide Silva.

As atividades iniciaram às 11h00, com a transmissão do conto “A lenda do Rio Ave e da Serra da Cabreira”. Às 14h00, foi hora do habitual showcooking, pela Academia da Razão. “Todas as semanas apresentamos receitas culinárias pela academia para as pessoas que a frequentam, mas acaba por chegar a mais gente. É algo que fazemos para continuar a comunicar. E hoje, em dia de festa, não podíamos deixar de o fazer”, acrescenta Adelaide Silva. Às 17h00, através das redes sociais, inicia a exposição “Um olhar de gerações”. Através de uma homenagem no cemitério, a vila não se esqueceu de todos os ronfenses que fizeram parte da sua história e que agora não estão presentes para celebrar a data.  Às 20h00, serão cantados os parabéns. E toda a vila poderá fazê-lo sem sair de casa: um grupo musical dará um “espetáculo musical volante”, “para animar e para se sentir que é um dia de festa”, conclui a autarca.

Adelaide Silva diz ser “suspeita” para gabar a sua terra. Mas esta quarta-feira há motivos suficientes para celebrar a “singularidade” de Ronfe: “Continua a ser uma vila de referência. Temos o nosso centro escolar novo, o parque de lazer e muitas infraestruturas e acessos para a comunidade. E tudo isto faz de Ronfe especial”, conta. Ronfe fez-se vila há 21 anos e, ao longo de duas décadas, são as ações dos ronfenses, “que continuam a participar na comunidade”, que a presidente daquela junta de freguesia prefere enaltecer.

 “O que mais me marca é o que as pessoas vão fazendo. Ronfe sempre participou muito nas festas, por exemplo. A vila une-se muito e festeja. Gosto desse tipo de coisas, como o que se vê nas Festas de São Tiago, que é uma romaria cada vez maior, ou na Feira Saberes e Sabores, que chama cada vez mais gente”, diz. E numa vila situada nos limites do concelho e mais distanciada do centro, há outro desafio: diferenciar o território. “Não estamos tao próximos da cidade e isso torna-nos mais singulares. Se ficássemos muito próximos do centro, poderíamos ser um bocadinho anulados, porque existe muito oferta. Assim, na periferia, estamos obrigados a ser mais criativos”, aponta.  

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