RICARDO COSTA QUER “VENCER O FUTURO” E NÃO CONCORRE “CONTRA NINGUÉM”

Apresentação da moção da candidatura de Ricardo Costa à Federação Distrital de Braga do PS aconteceu na noite deste sábado, no Mit Penha. A candidatura tem João Nogueira como mandatário.

Centenas de militantes e apoiantes estiveram presentes na apresentação da candidatura de Ricardo Costa. © Mais Guimarães

Uma boa parte do discurso de Ricardo Costa, perante centenas de militantes e apoiantes da sua candidatura à Federação Distrital de Braga do PS, cuja apresentação que se realizou na noite deste sábado no Mit Penha, desenrolou-se fora do palco destinado às declarações dos oradores. A certa altura, o socialista dirigiu-se a uma das mesas mais próximas de si, segurou um dos telemóveis nela dispostos e disse: “Temos de ser capazes de criar necessidade.”

Porque, assim, repetiu várias vezes Ricardo Costa ao longo do discurso, é que se “vence o futuro”. Por isso, o candidato à distrital socialista apresentou quatro pilares que se salientam na sua moção. Relativamente ao primeiro, o da economia, o também vereador da Câmara Municipal de Guimarães (CMG) lançou o repto: “Não podemos ser meros prestadores de serviços. Seremos capazes de vencer o futuro se a política for capaz de promover a economia.” Depois, Ricardo Costa falou da conjugação do conhecimento que reside nas universidades com as empresas da região, defendendo a incubação das mesmas, de modo a que se desenvolva o país. “Só assim vamos conseguir subir salários, pagar melhores salários e fixar os jovens. Isso é fundamental”, frisou. Outro dos pontos “fundamentais” na candidatura de Ricardo Costa é a mobilidade, tocando também na questão ambiental e de mudança de hábitos, que se articulou com uma ideia bem recebida pela plateia: a criação de uma Área Metropolitana de Braga, com a junção das CIM (Comunidade Intermunicipal) do Ave e do Cávado.

Aos militantes e apoiantes, Ricardo Costa reforçou a ideia de abertura dos partidos políticos à sociedade: “Os partidos só fazem sentido se forem partidos com proximidade, abertos à sociedade, capazes de ouvir as dificuldades dos outros. Os problemas dos outros são os nossos problemas. Enquanto não percebermos isso, nós, políticos, não estamos cá a fazer nada.” Por isso, o candidato destacou, no seu discurso, as noções de “igualdade e equidade”: “A política tem de ser capaz de promover a igualdade. Os mesmos acessos ao Serviço Nacional de Saúde, os mesmos acessos à Segurança Social. Todos somos pessoas e, no final de contas, estamos cá para ser felizes e é isso que a política tem de fazer: promover a igualdade, a equidade, mas também tem de ser capaz de promover a esperança.” Para Ricardo Costa, o distrito não tem agido em conformidade com essa ideia. Por isso, acrescentou: “Esta candidatura vai promover a construção, não vai promover a separação, a desagregação. Todos fazem parte desta candidatura.”

Nesse sentido, e já a encerrar a intervenção, o candidato à distrital afirmou que “credibilizar a política e os partidos, falar a verdade e materializar aquilo que se promete” é prioritário. Por isso, Ricardo Costa enfatizou: “Não cocorremos contra ninguém. Concorremos porque as pessoas precisam de nós. Os militantes e a sociedade civil precisam de nós.”

A candidatura de Ricardo Costa tem como mandatário João Nogueira, presidente da Assembleia de Freguesia de Gualtar, em Braga. Anabela Real, vereadora na Câmara Municipal de Barcelos, apresentou, no mesmo evento, a sua candidatura às Mulheres Socialistas de Braga, salientando a importância da igualdade de género tanto na política como no dia-a-dia. As eleições acontecem em março. Joaquim Barreto recandidatou-se ao lugar, pelo que disputa, também, a corrida à distrital.

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