Rui Bragança: “Vou para partir tudo”

Em 2012 não competiu nos Jogos Olímpicos de Londres porque perdeu um combate a um segundo do fim. Em 2015, na sua estreia olímpica, terminou a sua prestação com um nono lugar e com o “sentimento de dever cumprido”. Em 2021, quer fazer melhor e acredita estar na “melhor forma de sempre”.

Nasceu na terra onde se começou a escrever a história de Portugal e tem acrescentado umas quantas linhas às páginas desportivas que se escrevem. Rui Bragança foi o primeiro atleta português a vencer um combate de taekwondo nos Jogos Olímpicos.

Em ano de Jogos Olímpicos, o país fechar causou alguma estranheza. Pouco ou nada se sabia, “quando é que iam ser, quando é que iam deixar de ser”, disse ao Mais Guimarães. O pré-olímpico estava marcado para abril de 2020, altura em que tudo estava fechado, e o sentimento foi de “algum stress e ansiedade”, confessou. A pandemia veio atrasar sonhos e objetivos futuros. “A partir do momento que os Jogos Olímpicos foram atrasados um ano, já foram as coisas adiadas”.

Em agosto de 2015, antes da sua estreia no Rio, contou, em entrevista à revista Mais Guimarães, como chegou ao taekwondo. Dizia que as primeiras aulas nem correram bem, os movimentos técnicos não foram motivadores, mas o bichinho nasceu quando começou a “bater”. Um ano e meio depois já competia. Os Jogos Olímpicos, disse, “são o auge da carreira de um atleta”.

Confessou que a sua altura lhe permite abusar do pé para pontapear os adversários, a sua maioria com menos tamanho. No entanto, quando questionado sobre os seus pontos fortes rapidamente avançou: “a cabeça”. Diz ser um atleta “calmo e frio” para avaliar o combate e superar o adversário.

“Prometo dar o máximo. O resto será consequência. O taekwondo é um desporto muito volátil. Temos os 16 melhores atletas do mundo e, tal como demonstraram nos últimos Jogos Olímpicos, nem sempre é o número um do mundo naquele momento que vence a prova”, disse Rui Bragança à TSF antes de embarcar para Tóquio. 

“Os Jogos Olímpicos são o auge da carreira de um atleta”

Em declarações à Lusa garantiu que vai “para partir tudo” e espera chegar “na melhor forma de sempre” ao Japão.

Com 29 anos e a competir na categoria de -58kg, tem um currículo vasto: em 2011 foi vice-campeão mundial e oito anos depois ganhou a medalha de bronze; foi duas vezes campeão da Europa (2014 e 2016) e conquistou também bronze, em 2021. Nos primeiros Jogos Europeus, em Baku 2015, foi medalha de ouro. 

Atualmente divide o seu tempo entre o tatami e os corredores do hospital. Em 2015, estava inclinado para ortopedia ou anestesia. Se no caso da ortopedia, a associação é evidente, na segunda especialidade, Rui Bragança explica que “exige técnica e pensamento rápido para no momento decidirmos o que vamos fazer”. 

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