Se não fossem adeptos, uma claque, a justiça atuaria da mesma forma?

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

Como pode acontecer, em pleno século XXI, uma centena de adeptos de um clube croata, tidos como fanáticos e não raras vezes violentos, deslocarem-se alguns milhares de quilómetros e, ao que tudo indica, com o apoio de duas dezenas de apoiantes de outro clube daquele país, também com conhecidos antecedentes de violência, perpetrarem o momento de pânico como o que vivemos no centro histórico de Guimarães? Como pode?

Estando de férias na passada semana, fruto das minhas funções neste jornal e como vimaranense, acompanhei de perto os acontecimentos e não pude deixar de me imaginar com os meus filhos, e outros pais com outros filhos, e famílias inteiras naquela esplanada na Oliveira ou noutra praça desta cidade naquela noite.

Imaginem só os olhos de uma criança que brinca por ali e de repente se vê envolvida num momento de caos e pânico como aquele. Imaginem também um dos muitos turistas que por ali pousa regularmente, tendo-se num dos países mais seguros do mundo, numa cidade tranquila e amável como Guimarães, a viver um momento assim na cidade que escolheu para relaxar nestes dias quentes de verão.

Isto não pode ser uma selva! Só o clima de impunidade que se vive permite isto, um acontecimento destes. Acontecimentos destes que se repetem com alguma regularidade, aqui e noutras cidades do país e do mundo.

Eu pergunto-me, legitimamente, e se não fossem adeptos, uma claque, a justiça atuaria da mesma forma?

Se sim, algo vai muito mal no país de Afonso Henriques e temos que garantir que não se repita. Pelo menos aqui… Não!

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