“Se servistes à pátria que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma”

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

“Mas que paga maior para um coração honrado que ter feito o que devia? Quando fizestes o que devíeis, então vos pagastes.

O que devíamos fazer isso, fizemos. Quem fez o que devia, devia o que fez, e ninguém espera paga de pagar o que deve. Se servi, se pelejei, se trabalhei, se venci, fiz o que devia à pátria, fiz o que me devia a mim mesmo, e quem se desempenhou de tamanhas dívidas, não há-de esperar outra paga. Alguns há tão desvanecidos que cuidam que fizeram mais do que deviam. Enganam-se. Quem mais é e mais pode, mais deve”. Padre António Vieira.

Com as eleições autárquicas à porta, a pouco mais de uma semana de distância, estes dias ficam marcados, naturalmente, pela campanha eleitoral que se acende, mas também pela saída de vários membros do executivo municipal, de quatro dos onze vereadores que o compuseram nos últimos quatro anos: Ricardo Costa, Seara de Sá, André Coelho Lima e Monteiro de Castro. A eles confiamos, nós vimaranenses, há quatro anos, partes dos destinos deste município.

Seara de Sá, na sua reflexão de despedida, teve a feliz ideia de invocar o padre António Vieira na frase que dá título a esta pequena crónica.

A forma respeitosa do exercício de cargos públicos ou políticos, com propósitos claros, e baseados na honra e no prazer de prestar serviço à comunidade, deve ser incentivada.

Que o sentimento de dever cumprido, com lealdade e com verdade, seja vivido por aqueles que agora terminam as funções que lhes foram confiadas, e pelos outros, os que em breve assumirão responsabilidades nos vários órgãos autárquicos vimaranenses.

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