Secretário de Estado da Economia vê sinais de retoma


O secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Correia das Neves, visitou, na sexta-feira, dia 26, as empresas Lameirinho e JF Almeida, em Guimarães. João  Correia das Neves foi acompanhado pelo presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, pelo vereador Ricardo Costa e ainda pelo presidente executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica, António Cunha.

O secretário de Estado disse ter encontrado sinais de retoma económica, depois de um impacto negativo com a chegada da pandemia da Covid-19. “Verificamos alguns sinais positivos de retoma, sendo assinalado pelas empresas por onde passei. Esperamos que os próximos meses estejam mais dentro daqueles meses normais”, afirmou o representante do Governo, depois da visita à Lameirinho, em Pevidém e a JF Almeida, em Moreira de Cónegos. João Neves assinalou que “há sempre questões que podem ser melhoradas”, mas expressou que não existe sentimento de revindicação. “Existe antes um sentimento de colaboração entre as empresas e o Governo na retoma da economia. Foram tomadas muitas medidas, moratórias bancárias, quer os empresários e as pessoas compreendem muito bem o trabalho de responsabilidade que temos feito”, sublinhou o Secretário de Estado.

PCP aponta o dedo às grandes empresas do têxtil e do calçado

Estas visita acontece no mesmo dia em que o PCP torno público o resultado de uma série de visitas que fez às empresa do setor do têxtil e do calçado, entre o fim de maio e o inicio de junho. Para os comunistas o quadro está longe do ideal. O PCP o mecanismo de lay off foi uma oportunidade aproveitada pelo “patronato” para explorar os trabalhadores. “Houve empresas que continuaram a laborar a 100%, coagindo os trabalhadores a assinar documentos para dizer que estavam em lay off, com a redução de horário”, revelando que houve funcionários “a fazer horas extra e com salários em atraso”, afirmam os comunistas. Estas acusações são dirigidas particularmente às empresas de grande dimensão.

“A Lei do lay off simplificado que a propaganda do governo chama de “manutenção dos postos de trabalho” serviu para uma enorme exploração desenfreada por parte do patronato, (salvo raras excepções, mas não deixando de explorar os trabalhadores à custa da legislação vigente) com situações inadmissíveis do recurso aos apoios do Estado, pago ou a pagar pelos mesmos trabalhadores”, afirmam os comunistas.

Embora as situações irregulares tenham sido reportadas à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), o PCP não revelou o nome das empresas envolvidas nestas ilegalidades, como forma de proteger os trabalhadores denunciantes.

Depois de ter visitado 20 empresas nesta ação, o PCP promete voltar ao terreno durante o mês de julho.

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