SEGUNDA FASE DO PLANO PARA OS TRANSPORTES PÚBLICOS NO CONCELHO APRESENTADA

Foi apresentado, na reunião camarária desta quinta-feira, o plano para a exploração do serviço público de transporte rodoviário de passageiros no concelho de Guimarães. O plano, que está agora no final da Fase 2, será apresentado publicamente pela autarquia no dia 27 deste mês. A criação de uma empresa municipal para gerir a rede será avaliada na Fase 3.

São várias as alterações previstas para a rede de transportes públicos em Guimarães, estando estas divididas em fases. Até 31 de Julho de 2020, mantém-se a rede atual. De 01 de Agosto do mesmo ano até 01 de Março de 2021, será implementada a rede municipal e dá-se o fim do contrato com os TUG. Segue-se então o último cenário, entre 02 de Março desse ano até 31 de Julho de 2030, em que se criará a Rede Municipal Única.

De acordo com o engenheiro responsável pelo estudo, a rede atual tem algumas debilidades. Para Simão Portela, a “rede atual é de cariz essencialmente radial na ligação à cidade de Guimarães”, existe uma “cobertura deficitária nos períodos noturnos e fim de semana em algumas zonas”, há “autocarros com idade muito elevada” e há “pouca informação ao público”.

Prevê-se que no último cenário do plano se façam mais 800 mil quilómetros por ano, ou seja, um aumento de 26% dos quilómetros, de forma a expandir a rede. Serão também criadas novas linhas municipais: da Estação CP de Lordelo ao Espaço Guimarães, do Avepark ao Espaço Guimarães e de Serzedelo à Estação CP de Lordelo.

Haverá igualmente um reforço de algumas linhas já existentes: a Linha Cidade e a Linha 22 passam a ter dois sentidos, são reforçadas as Linhas do Arco Vilar (Selho S. Lourenço, Aldão e Margaride) e do Arco de S. Jorge de Selho (Pevidém, S. Cristóvão, Santo Amaro, Covas, Candoso Santiago e S. Martinho) e há a extensão das Linhas 11 (a Conde e a Moreira de Cónegos) e da 21 (a Paço Vieira e ao Cemitério de Monchique).

Em relação aos tarifários, o modelo será semelhante ao atual. No entanto, prevê-se a passagem de um tarifário à linha (linear), para um tarifário multilinhas (rede), e também a despenalização tarifária dos transbordos (viagem válida por 90 minutos). Sobre os preços, o bilhete de bordo no “centro urbano” passa de 1,80 para 1,50 euros e o passe mensal da atual Linha Cidade, de 17 euros, passa a abranger toda a zona “centro urbano”. O passe mais caro será de 72,40 euros. Os preços serão utilizados todos os anos.

Relativamente aos transportes, estima-se que a frota futura da rede urbana será elétrica e nova, e da rede municipal será a diesel e com idade máxima de 16 anos, tendo ainda sido apontado que, atualmente, há transportes com 25 anos.

Domingos Bragança esclareceu que a autarquia irá assumir o custo de 15 milhões de euros em quatro anos. De acordo com a apresentação, o preço base de comparticipação total em dez anos será de 25 milhões a preços constantes.

O lançamento do concurso público internacional tem data limite legal até 03 de Dezembro deste ano. O plano terá ainda de espera pelo aval do Tribunal de Contas.

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