“Temos de jogar o jogo todo”: exigência de Luís Pinto após triunfo

Apesar das alterações táticas promovidas ao intervalo, garantiu que a verdadeira diferença esteve na postura competitiva

© VSC

O Vitória protagonizou, sábado, uma reviravolta após ter estado em desvantagem, frente ao Estrela da Amadora, em casa (2-1), vencendo um jogo marcado por duas partes distintas e por uma clara mudança de atitude ao intervalo. No final da partida, Luís Pinto, destacou precisamente esse fator como determinante para o desfecho.

“Se não tivermos atitude, tudo o resto é acessório”, começou por afirmar, sublinhando que a primeira parte ficou marcada pela incapacidade da equipa em lidar com o peso do momento, na sequência da derrota frente ao FC Arouca (3-2). O regresso a casa, com a responsabilidade de vencer, acabou por condicionar o desempenho inicial. “Queríamos muito mudar as coisas, mas no primeiro passe falhado consentimos uma oportunidade de golo e, logo depois, o Abascal lesiona-se”, explicou.

O técnico frisou que, sem reação à perda de bola e sem cumprir o que considera “inegociável”, a reviravolta não teria sido possível. Apesar das alterações táticas promovidas ao intervalo, garantiu que a verdadeira diferença esteve na postura competitiva: “A mudança da primeira para a segunda parte teve a ver com atitude. A entrada na segunda parte deixa-me satisfeito, mas temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo.”

Na etapa complementar, a equipa reagiu, ganhou intensidade e conseguiu envolver os adeptos no Estádio D. Afonso Henriques, fator que o treinador considera decisivo: “Reagimos muito bem e trouxemos os adeptos para o nosso lado.”

Em relação aos golos apontados por Thiago Balieiro e Diogo Sousa, o responsável técnico enquadrou-os na estratégia do clube de apostar na juventude. “Têm a ver com o projeto que o Vitória tem e a necessidade de lançar jovens”, referiu, revelando que a equipa terminou o encontro com uma linha defensiva cujo jogador mais velho tinha apenas 25 anos.

Sobre Thiago Balieiro, destacou a personalidade demonstrada na sua segunda aparição: “Jogou pela segunda vez e faz uma exibição muito bem conseguida.” Ainda assim, lembrou a exigência que representa vestir a camisola vitoriana. “A pressão de se jogar no Vitória existe. Jogar no Estádio D. Afonso Henriques é algo a nosso favor, mas jogar com um resultado negativo exige estaleca.”

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