Teremos sempre Abril

por Ana Amélia Guimarães Professora

Uma sociedade aberta à dissidência democrática em relação «à voz» dominante não deveria supor o seu silenciamento, deturpação, insulto, ostracização.

Mas é isso que se passa, aqui e agora, de novo como no princípio: «todos os poderes da velha Europa se aliaram para uma santa caçada», uma caçada aos que questionam e duvidam das boas intenções dos fabricantes de bombas e da moral imperialista.

Este contexto de deturpação e silenciamento das posições e propostas do PCP tem o efeito perverso de desviar as atenções para a sua ação concreta em prol dos trabalhadores e do país.

É assim que medidas apresentadas pelo grupo parlamentar do PCP na Assembleia, a da República, são olimpicamente ignoradas pela comunicação social dominante e por todos os comentadores-especialistas de tudo, com assento pago na pantalha virtual.

Dou um exemplo: no dia 27 de abril o PCP apresentou 6 iniciativas para reduzir os horários de trabalho (35h para todos), combater a precariedade, o trabalho temporário e os bancos de horas.

Porque horários de trabalho dignos, mais estabilidade e segurança no emprego significam também, e sobretudo, mais liberdade.

Liberdade para estar com a família, com os amigos. Para intervir na sociedade. Para mudar de emprego as vezes que se quiser e não quando o patrão decide despedir.

Dizem alguns: então mas não devia primeiro aumentar a produtividade do trabalho?

A verdade é que já aumentou, e os horários continuam na mesma – ou cada vez mais desregulados. Para conferir: dados da OECD – PIB/h 1990-2020, base 2015=100: https://data.oecd.org/chart/6H6Z.

Dizemos e lutamos: estabilidade no trabalho é liberdade na vida. É dar condições para combater o défice mais grave que o país enfrenta: o défice demográfico. Estar na linha da frente pelo trabalho com direitos é estar, assim o entendemos, na linha da frente pela liberdade.

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