Todas as semanas, a Casa da Memória e o CIAJG entram pela nossa casa adentro

Conhecer várias histórias e tradições da cultura vimaranense ou deambular por várias épocas e pontos geográficos num museu: estas são algumas das hipósteses que A Oficina oferece através das visitas virtuais.

© DR

Em circunstâncias normais, subiríamos (ou desceríamos) a avenida Conde de Margaride em passo apressado para conhecer aquela tradição. Depois, passaríamos para o outro lado e perder-nos-íamos numa exposição que nos conta histórias vindas de outros territórios. Mas em casa, fechados e sem as ruas a deslizarem-nos pelos pés, não o podemos fazer. Até tal ser possível, A Oficina oferece uma alternativa, que passa por visitas virtuais à Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). Às 11h00 de cada terça e quinta-feira, respetivamente, há um novo episódio para ver. E há desafios no final de cada um.

A série de episódios da CDMG e do CIAJG permitem o público “vaguear entre séculos e entre variadas geografias do planeta, sejam elas mais locais ou intercontinentais”, lê-se em comunicado da cooperativa. O primeiro episódio da Casa da Memória é dedicado à descoberta de “algumas particularidades sobre as gentes de Guimarães, “sendo lançado o desafio de investigar e descobrir expressões que, com o tempo, deixaram de ser usadas”. Já no segundo episódio, o protagonismo é todo da Cantarinha dos Namorados, que guarda em si muita importância no que à história da tradição oleira em Guimarães diz respeito. Já na terceira visita, destaque para a Sala das Biografias da Casa da Memória, “local onde nos deparamos com um mural de caixas de madeira que conta a história de várias figuras ligadas à cidade de Guimarães, associando um objeto a cada uma delas”. E há ainda tempo para explorar a veneração de São Torcato, podendo-se conhecer “a lenda da Fonte do Santo e as manifestações religiosas como as oferendas de ex-votos”.

Do outro lado da rua — e no mesmo espaço digital —, o CIAJG. Por lá, o convite é simples: “saltar entre tempos e lugares muito distantes”. As coleções que José de Guimarães tem vindo a reunir “há mais de cinco décadas” e que estão em exposição permanente no museu colorem as telas: entre a Arte Africana, a Arte Pré-Colombiana e a Arte Antiga Chinesa, há esculturas, máscaras, metais, tecidos, fotografias e outros objetos para descobrir (ou matar saudades), bem como obras da autoria do artista vimaranense e de outros. O primeiro episódio, explica A Oficina no mesmo comunicado, questiona “o lugar do museu, das obras que guarda e do público a que se dirige”. A Oficina diz que este museu é “um lugar de encontro, um lugar onde encontramos e onde também nos encontramos” e que “não é de ninguém, mas antes de todos, do mundo”.

E, independentemente do gosto de cada um, certo é que haverá muito para explorar em ambos os espaços e passear sem sair de casa.

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