Trabalhadores do Grupo Celeste concentram-se à porta da empresa na sexta-feira
Os trabalhadores das várias unidades do Grupo Celeste vão realizar uma concentração à porta da sede da empresa na próxima sexta-feira, 20 de fevereiro, pelas 11h00, numa ação de protesto contra a situação que afeta o grupo e que deixa cerca de 300 pessoas sem trabalho e sem rendimentos.

© Grupo Celeste
Em causa está a crise de gestão que se arrasta desde o ano passado e que, segundo os trabalhadores, já provocou sucessivos atrasos no pagamento de salários e subsídios. O cenário agravou-se com o pedido de insolvência da Conceitos Avulso, empresa dos mesmos proprietários, criada em 2019 e para onde foram transferidos todos os trabalhadores.
Esta situação coloca agora os funcionários na eventualidade de, por aplicação direta da lei, ficarem limitados aos valores assegurados pelo Fundo de Garantia Salarial, caso a entidade patronal não disponha de massa insolvente suficiente. Os trabalhadores alertam que esse mecanismo será manifestamente insuficiente para cobrir o salário de janeiro e o subsídio de férias atualmente em atraso.
Os manifestantes denunciam ainda o facto de a Celeste Actual, principal empresa do grupo, continuar a escoar produto por eles produzido e a gerar receitas, sem que esteja a priorizar o pagamento à Conceitos Avulso, cuja única despesa, sublinham, é o pagamento de salários.
O SINTAB tem reiterado que a falência não é inevitável. Segundo o sindicato, existem trabalhadores, instalações, equipamentos, clientes, encomendas e uma rede comercial montada, faltando apenas matéria-prima para retomar a produção.
Sem poderem procurar outro emprego e enfrentando a ausência de rendimentos, os cerca de 300 trabalhadores prometem fazer-se ouvir na concentração de sexta-feira.





