TRABALHADORES DOS REGISTOS EM GREVE ATÉ SÁBADO

Sindicato fala de uma adesão de 80%. Alguns serviços mínimos estão assegurados.

Greve decretada pelo SRN reivindica o “fim das assimetrias salariais”. © Mais Guimarães

A greve decretada pelo Sindicato Nacional dos Registos (SNR) tem início esta quinta-feira, prolongando-se até sábado, dia 28. Com efeito, os serviços prestados são limitados nas lojas de registo comercial e civil. De acordo com o SNR, a adesão ronda os 80%. O SNR contesta um novo diploma de vencimentos que entra em vigor a 01 de janeiro e uma das reivindicações é o “fim das assimetrias salariais”. De acordo com o presidente do SRN, Rui Rodrigues, a adesão “deverá subir para os 90%” sexta-feira, cita a Lusa.

Os serviços mínimos assegurados dizem respeito ao Cartão de Cidadão provisório “apenas em centros emissores”; de todos, o mais próximo de Guimarães é a Conservatória de Registo Civil de Braga. Quanto ao Cartão de Cidadão “tramitado como extremamente urgente”, o serviço é assegurado na Loja do Cidadão do Porto e no DIC — Campus da Justiça, em Lisboa. Também estão asseguradas as realizações de casamentos civis, desde que agendados antes do dia 06 de dezembro deste ano.

Outros serviços, como a renovação do Cartão de Cidadão para quem tiver mais de 25 anos, o pedido de 2.ª via do Cartão de Cidadão (em caso de perda ou roubo), a alteração da morada do mesmo, o pedido e/ ou consulta de certidões e atos de registo civil, predial comercial ou automóvel são assegurados nos serviços online. A esses junta-se o agendamento do atendimento de alguns serviços, como o Passaporte Eletrónico, Registo Civil, Registo Predial ou Cartão de Cidadão. A renovação do Cartão de Cidadão ocorre na rede de Espaços Cidadão.

Recorde-se que, em setembro, o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN) juntou-se à Associação Sindical dos Conservadores de Registos (ASCRN) numa greve. Na altura, e no que diz respeito aos serviços prestados em Guimarães, apontava-se “a falta de impressoras”, o “parque informático desatualizado” e a dimensão do espaço, que não corresponde “aos muitos serviços” ali prestados como algumas das razões para a paralisação, mas a questão salarial era já a principal bandeira da greve.

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