ULISSES DIAS

Nome completo

Ulisses Leandro da Cunha Dias

Nascimento

20 de março de 1977

Lisboa

Profissão

Empresário têxtil

Ulisses tem nome de grande homem e é um homem grande, quase como se os pais quando lhe escolheram o nome já adivinhassem que ali estava um guerreiro. O lutador, porém, não é daqueles homens que inspira temor, como esses tipos mal-encarados que frequentemente se encontram na porta das discotecas. Pelo contrário, Ulisses Dias transborda simpatia ainda antes das primeiras palavras, no sorriso com que recebe as pessoas e no aperto de mão sincero com que cumprimenta.

Mais do que ser de Guimarães – nasceu em Azurém, há 40 anos – é vitoriano “de coração”.

Quando recebe as pessoas que vão visitar os treinos de jiu-jitsu, no Estádio D. Afonso Henriques, rebe-as em sua casa e isso nota-se na alegria com que fala daquele espaço. No momento em que falamos Ulisses já tem a camisola pronta para a final da Taça. A camisola do Vitória veste-a por paixão e não apenas por ser atleta do clube.  Fez estudos secundários em Sezim e formação profissional em informática e instrumentação Industrial. Sempre gostou de futebol e na escola jogava como os outros, mas a sua preferência sempre foi pelos desportos de combate. Diz que nunca foi de procurar lutas e que se teve alguns conflitos na meninice e na adolescência, não foram além daquilo que é normal na idade. A paixão pelas artes marciais já o fez andar pelo kickboxing, capoeira e pela luta-livre brasileira. Foi desta última que partiu para o jiu-jitsu, uma vez que, as bases que adquiriu, lhe permitiram uma adaptação rápida. Dada a grande implantação do jiu-jitsu no Brasil, as duas modalidades influenciaram-se mutuamente e é frequente encontrar lutadores que passam de uma para a outra, como foi o caso de Ulisses.  “O uso do Kimono para fazer ataques torna a modalidade muito particular”, refere Ulisses para explicar a razão de se ter fixado nesta modalidade depois de passar por outras. Segundo Ulisses Dias, o jiu-jitsu é um xadrez humano, em que antecipar os movimentos do adversário é fundamental para conseguir vencer. “Não basta encerrarmo-nos em nós, temos que nos meter na cabeça do nosso adversário”, disse.

Ulisses é um homem sereno, quando fala de sonhos, lembra que “eles têm que estar sempre presentes” e não diz mais sendo que assim fica tudo dito.

Apesar de já ter tido pontos altos na carreira desportiva, como a conquista de dois títulos europeus, o recente Mundial de Profissionais em Abu Dhabi, em que ficou em terceiro lugar, é para ele o ponto mais elevado desta caminhada: “foi o campeonato mais importante de todos, além da experiência adquirida, momentos únicos devido a todo o ambiente, conhecimento, partilhas e profissionalismo presentes”. Entre família e trabalho tem que encaixar duas a três horas de treino todos os dias. Conta com a mãe que é sua sócia e que lhe “segura as pontas” quando se aproximam as competições e tem que treinar mais e com uma esposa compreensiva e dois filhos, a Vitória, de sete anos, e o Lucas, de cinco anos, a quem já pegou a paixão do jiu-jitsu. Mesmo assim, tem que chegar à empresa às 05h00, para poder ter tempo livre ao fim do dia. A Vitória segue as pisadas do pai e já tem dois títulos nacionais.  Lida bem com o mediatismo de ser reconhecido na rua. É modesto e atribui mais esse mediatismo à grandeza do Vitória do que aos seus feitos como atleta. No futuro pretende ver esta modalidade crescer ainda mais e poder transmitir todos os valores que nos são transmitidos a todos os atletas, alunos, principalmente aos mais pequenos.

Por: Rui Dias

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