UM MÊS PARA “HABITAR” O ANTIGO EDIFÍCIO DOS CTT

De 15 de fevereiro a 15 de março de 2020, um conjunto de designers e arquitetos dará uma nova vida ao antigo edifício dos correios de Guimarães.

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©  Mafalda Oliveira/Mais Guimarães

Ao longo de um mês, de 15 de fevereiro a 15 de março de 2020, um conjunto de designers e arquitetos dará uma nova vida ao antigo edifício dos correios de Guimarães, à conta da primeira edição do programa Habitar, mostra de Arquitetura e Design.

A realizar-se pela primeira vez em Portugal, o evento surge por iniciativa da arquiteta Luani Costa, numa parceria com a autarquia vimaranense, pela divisão de desenvolvimento económico e pela de cultura. O objetivo é “expor, de forma mais direta, o trabalho dos profissionais criativos, da área da arquitetura, do design ou de decoradores. O edifício vai ser preparado através de diferentes espaços e cada profissional ficará encarregue de decorar cada um deles, desde os revestimentos à parte de mobiliário, decoração e cores”, revelou Luani Costa, esta tarde, em conferência de imprensa.

Também esta tarde decorre uma reunião com profissionais e representantes de marcas que estejam interessados em envolver-se no projeto. “Os espaços vão ter um conceito pré-definido, que serão apresentados aos intervenientes. Haverá uma cozinha, um quarto, quarto de bebé, quarto de casal, diferentes tipologias de casa de banho, alguns espaços comerciais, um café, lounge bar, restaurante…”, desvendou a arquiteta.

A ideia é, através dos diferentes espaços, realizar atividades distintas durante o mês, altura em que o edifício estará aberto todos os dias. “No bar haverá música, por exemplo. Teremos workshops de comida vegan, para alcançar diferentes públicos”, concretizou.

O objetivo da mostra, que já decorreu em diversas cidades europeias, é aproveitar os espaços. “So conseguimos perceber se os espaços são bons se estes forem vividos, aproveitá-los e vivencia-los de forma a conseguir percebe-los e dar mais valor a cada detalhe”, considerou.

A escolha por Guimarães surge pela ligação da cidade à vertente cultural, segundo a arquiteta. “Guimarães tem tudo a ver com este evento, porque queremos fazer uma ligação à cultura, porque arquitetura e design também são arte. Guimarães é muito forte neste âmbito”, frisou.

Responsável pela área de desenvolvimento económico na Câmara de Guimarães, o vereador Ricardo Costa, apontou que “os desafios do futuro são os que trazem criatividade, acrescentam valor, que nos desafiam”. Para o responsável, a escolha Guimarães para a realização do evento será uma boa aposta, já que a ideia é potenciar uma ligação entre os centros de conhecimento, os espaços urbanos e os criativos. “Temos aqui a Universidade do Minho, que tem aqui um curso de arquitetura muito forte e, ainda, o Instituto de Design. Poderemos conjugar aquilo que de melhor temos em termos de conhecimento, juntando profissionais de relevo que estão a ver muito à frente, numa cidade que é um ícone. Será uma espécie de living lab do ponto de vista do urbanismo, arquitetura e design”, antecipou.

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