Uma praia certificada no rio Ave? Guimarães quer torná-la realidade no próximo ano

Guimarães vai contar, pela primeira vez, com uma praia fluvial certificada. A criação da nova zona balnear no rio Ave, na Zona de Recreio e Lazer do Vaqueiro, na União de Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, resulta de um protocolo assinado na sexta-feira entre a Câmara Municipal de Guimarães e o Ministério do Ambiente e Energia.

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A assinatura decorreu no Palácio Vila Flor, no âmbito da reunião do Conselho de Ministros realizada na cidade, e incluiu ainda um protocolo para a requalificação do Jardim D. Afonso I, num investimento que pretende reforçar a valorização ambiental e os espaços verdes do concelho. O objetivo passa agora pela criação das infraestruturas necessárias para que o espaço possa obter a classificação oficial como zona balnear.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que lembrou já ter ido a banhos no Rio Ave, até ser impedida pela poluição do curso de água, sublinhou que a futura praia fluvial representa também o reconhecimento da recuperação ambiental do rio Ave. “Só temos uma praia fluvial quando a qualidade da água é excelente. Isso significa que o rio Ave, que durante muitos anos teve problemas de poluição, foi recuperado”, afirmou. A governante manifestou ainda o desejo de que a praia possa abrir oficialmente já no próximo ano.

Também o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou a importância da concretização de um “objetivo antigo” do concelho. “Ter os meios necessários para concretizar este objetivo de termos a primeira praia fluvial, localizada na zona norte do concelho, contribui para os desafios que assumimos enquanto Capital Verde Europeia”, afirmou.

Jardim D. Afonso I será transformado em parque urbano

O segundo protocolo prevê a requalificação do Jardim D. Afonso I, situado entre o Polo de Azurém da Universidade do Minho e o centro da cidade, integrado no programa de restauro de ecossistemas urbanos. Segundo Maria da Graça Carvalho, o futuro parque fará a ligação entre a zona histórica de Guimarães e a Universidade do Minho, criando um espaço mais verde e adaptado às alterações climáticas.

O projeto contempla a recuperação da ribeira existente, novas zonas de sombra, superfícies de água e o reforço da arborização, contribuindo para melhorar a qualidade do ar e reduzir a temperatura nos dias mais quentes.

Ricardo Araújo revelou que o Município pretende lançar ambas as empreitadas até ao final deste ano, após a conclusão dos estudos técnicos, com a ambição de concluir os projetos durante 2027.

Além destes dois protocolos, foi ainda assinado um terceiro acordo, destinado aos estudos do futuro sistema BRT (Metrobus) entre Braga e Guimarães, incluindo a ligação à futura estação de Alta Velocidade.

Luís Montenegro, no final do Conselho de Ministros que decorreu no Paço dos Duques de Bragança, anunciou um pacote de 80 milhões de euros para o projeto Metrobus e a ligação a Braga. A primeira fase, a ligação até Caldas das Taipas, deverá estar concluída até final de 2030.

O projeto prevê a “criação de um sistema de transporte público rápido, elétrico e de elevada capacidade, reforçando a mobilidade no Baixo Minho e a ligação à futura estação de Alta Velocidade de Braga. O financiamento abrange os estudos, a construção da infraestrutura, as expropriações, os sistemas técnicos e de bilhética, bem como a aquisição de 12 veículos elétricos e dos respetivos sistemas de carregamento”, pode ler-se na resolução aprovada pelos membros do Governo.

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