Uma viagem pela carreira dos D.A.M.A.

O Multiusos de Guimarães encheu para receber a banda de Miguel Cristovinho, Miguel Coimbra e Kasha. Pouco passava das 21h45 quando as luzes anunciaram a chegada dos D.A.M.A. e o público se fez ouvir. 

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Na noite deste sábado não foram apenas “dois a querer” ouvir as músicas que fazem parte do dia a dia de muitos. Foram centenas de fãs que, em euforia, cantaram “Quer” e iniciaram, assim, uma viagem pelos álbuns de D.A.M.A.. 

Depois de “Popless”, a banda que celebrou dez anos em Guimarães agradeceu ao público e recordou o concerto de 2015. “É um prazer voltar onde somos tão bem recebidos”, disseram em palco, depois de já terem confessado, ao Mais Guimarães, que esperavam um bom concerto. “É a segunda vez que estamos aqui no Multiusos, relembramos o primeiro espetáculo como um grande espetáculo. Uma sala que nos marcou, a primeira vez que cá viemos levamos com um impacto incrível”, disse Miguel Coimbra. 

Neste concerto, que acreditam ser uma “viagem” pelos seus álbuns, os D.A.M.A. mostraram que, afinal, não é tarde para dizer que temos saudades. Palco e plateia, em conjunto, cantaram “Luísa” e “Era Eu”. 

“Nós estávamos a fazer o alinhamento e a maioria das músicas as pessoas conhecem e em cada música que passa tu sentes a euforia das pessoas”, contaram. E foi precisamente isto que se sentiu em “Tempo Pra Quê”, quando a vontade de saltar da cadeira foi mais forte que todos aqueles que estavam presentes no concerto. 

O público percebeu e, depois de cantar a uma só voz “Às Vezes”, não foi embora e ficou “mais um bocado” para ouvir as palavras de Miguel Coimbra. “Apesar de em corpos diferentes, a nossa voz é a mesma. Quando vocês batem palmas e cantam, vocês são parte da nossa banda. Somos todos um e isso é maior do que nós. É por isso que é tão bom estar aqui”.

“Crescer e transformar / Quero-me deixar levar / Eu sinto que o tempo passa / Como histórias que vamos vivendo”

“Tento” podia ser o resumo perfeito de dez anos que passaram por este grupo de amigos. Quem o diz é Kasha quando lhe perguntamos se quem os ouve os acaba por conhecer: “É a nossa vida, está ali tudo”.

Nem sozinhos, nem à chuva, os D.A.M.A. encheram a maior sala de espetáculos da cidade berço que pareceu um céu estrelado ao som de “Não Dá” e os fãs a fazerem questão de viver o momento. 

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Num concerto que juntou várias gerações, os músicos agradeceram a “benção das canções tocarem pessoas de todas as idades”. E a verdade foi essa. Dos mais novos aos mais velhos todos sabiam a “Balada do Desajeitado”, “Nasty” e “Pensa Bem”. 

Foi algo que já sentiram quando lançaram o vídeo do Castelo de São Jorge ao vivo. “O feedback foi muito nostálgico”, disse Kasha que destacou o facto de “as músicas acompanharem a vida das pessoas e as relembram de alturas boas da vida delas”.

Quando voltaram ao palco, e ainda antes do encore, Maria João aproximou-se do palco e pediu que os três cantores assinassem o seu disco. A vimaranense abriu caminho para muitos outros que quiseram guardar um bocadinho dos seus artistas favoritos. 

Cláudia Crespo / Mais Guimarães

“Para ti” e “Oquelávai” fecharam um concerto que se fez 100% em português, na “língua que dá vida aos sentimentos” de Kasha, Miguel Coimbra e Miguel Cristovinho.

Deixa-me Aclarar-te a Mente Amigo foi o lema que resolveram seguir quando se juntaram. Anos mais tarde, mantêm esta frase para todo o lado onde vão. “Se nós conseguimos inspirar as pessoas de alguma maneira, através da nossa verdade, já ganhamos o dia”, garantiu Kasha.

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