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UMinho celebrou 50 anos com “olhar crítico para projetar o futuro” diz Rui Vieira de Castro

A instituição minhota celebrou o 50.º aniversário com diversas iniciativas. O ponto alto realizou-se no sábado passado, dia 17 de fevereiro, com a cerimónia comemorativa e que contou com várias entidades. As comemorações passaram ainda pelo Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e pelo Theatro Circo, em Braga.

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Antes da cerimónia de celebração do cinquentenário da Universidade do Minho, realizou-se um cortejo pelas principais ruas de Braga até ao Largo do Paço, “recordando o que se passou há 50 anos, com a visita de Veiga Simão, (ministro da Educação Nacional na altura), na tomada de posse do primeiro reitor”, frisou Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho.

Parabenizando a instituição pelo marco, Rui Vieira de Castro teve oportunidade para destacar o trabalho não só daqueles que estiveram diretamente envolvidos no desenvolvimento da universidade, “mas também as mulheres e homens, organizações e entidades públicas e privadas de contribuíram para a sua concretização.”

O reitor da academia minhota realçou ainda o passado e o presente da instituição, que “deu inestimáveis contributos para a reconfiguração dos estabelecimentos de ensino superior e de ciência e para a transformação social, cultural e económica do país.”

© Universidade do Minho

Vincando aquilo que “tem sido evidenciado em diversos estudos”, o dirigente destaca o papel da universidade a nível nacional mas também local: “A universidade “vem promovendo uma efetiva transformação da região e do país. Tem-no feito através de de uma extensa rede com entidades públicas e privadas, contribuindo para mudanças na economia e no emprego qualificado e em projetos inovadores. Este é o pano de fundo que baliza a nossa ação ano após ano”, apontou.

Além disso, Rui Vieira de Castro assume, enquanto reitor, “uma visão para o futuro que deve assegurar uma educação transformadora, socialmente reconhecida e valorizada. Temos de assegurar a qualificação inicial e contínua da nossa população nos próximos anos.”

No entanto, a celebração de um marco importante para a academia ganha sentido acrescido quando se “junta um olhar crítico sobre o nosso presente para projetarmos o futuro”, disse.

Durante a cerimónia de celebração das cinco décadas da academia, que teve lugar na reitoria, em Braga, Rui Vieira de Castro aproveitou para elencar alguns obstáculos do ensino superior. Para o reitor, “o financiamento do ensino superior publico continua insuficiente.” Defendeu também que “as relações entre o Governo e as instituições de ensino superior, que foram estruturadas por contratos de legislatura, devem ser aprofundadas.”

Ainda relativamente ao financiamento das instituições de ensino superior, Rui Vieira de Castro acredita que “continuam por resolver desequilíbrios que permanecem e que privam as universidades de condições para promoverem um planeamento estratégico adequado.” Por fim, o dirigente da academia minhota recorda a questão do alojamento estudantil: “O problema do alojamento estudantil e do aumento do custo de vida mantêm fragilidades que podem afastar muitos jovens do ensino superior.”

© Universidade do Minho

De forma a destacar o papel da instituição no panorama atual, Rui Vieira de Castro conta que a Universidade do Minho já “atribuiu mais de 90 mil diplomas de grau de licenciatura, mestrado e  doutoramento, contribuindo para a transformação do perfil da qualificação portuguesa e em especial na região Norte.”

Dá conta ainda que a academia tinha, no final do ano passado, 639 projetos em curso com um financiamento total de 230 milhões de euros. A nível de estruturas, Rui Vieira de Castro destacou a inauguração do Instituto Cidade de Guimarães no Avepark, a instalação do Supercomputador Deucalion no Campus de Azurém, em Guimarães e o início do projeto de residências para estudantes na zona de Santa Luzia, “num edifício cedido pela Câmara Municipal de Guimarães”, explicou.

Na sua intervenção, Margarida Isaías, atual presidente da Associação Académica da Universidade (AAUM) enaltece a “celebração do passado projetando o futuro. Comemoramos 50 anos de vida, de momentos, de experiências, de aprendizagens, de investigação de interação com a sociedade, mas também de liberdade, de democracia e de estudantes.”

A dirigente da estrutura destacou ainda a importância da democracia para a educação e para o ensino superior, recordando que “os estudantes e a Associação Académica têm sido uma parte ativa e essencial no desenvolvimento e crescimento desta casa. A entidade da Universidade do Minho e o seu futuro contam com a nossa participação e contribuição”, acrescenta.

A sessão das comemorações das cinco décadas contou também com a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato. A autarca parabenizou a academia minhota e ressalvou que “tem cumprido a missão que uma universidade deve perpetuar: diversificar, expandir e melhorar a oferta formativa ao mesmo tempo que fomenta e promove melhores condições para a investigação científica no país e no mundo.”

© Universidade do Minho

Além disso, Elvira Fortunato considera que, “se Portugal é um país mais moderno e capaz e se tem aumentado o número de estudantes, tudo se deve à Universidade do Minho, que desde 1974 se soube afirmar como uma instituição pioneira em diversas vertentes, contribuindo para o progresso cientifico e académico do país.”

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino superior destacou ainda a importância da instituição minhota devido à sua transição digital, à sua transição energética e à sua aposta na supercomputação. Por fim, ressalvou que a Universidade do Minho “só nos pode orgulhar pelo seu passado e pelo contínuo contributo de vários setores da sociedade portuguesa.”

Na cerimónia estiveram ainda Joana Marques Vidal, presidente do Conselho Geral, João Cardoso Rosas, presidente da Comissão Comemorativa dos 50 Anos, José Luís Carneiro ministro da Administração Interna, e Pedro Nuno Teixeira, secretário de Estado do Ensino Superior. O momento de celebração contou ainda com a entrega de prémios de mérito e do título de professor emérito a José Vieira, Manuel Rocha Armada, Manuela Martins e Paulo Pereira.

As celebrações também passaram pela cidade berço, com um concerto comemorativo no Centro Cultural Vila Flor, no dia 16 de fevereiro. O momento musical centrou-se na  “9ª Sinfonia” de Beethoven,interpretado pela Orquestra da UMinho e pelos coros do Departamento de Música da UMinho e VianaVocale, sob a direção de Vítor Matos e Vítor Lima. O espetáculo repetiu-se na noite seguinte, no Theatro Circo, em Braga.

© Universidade do Minho

No sábado, dia 17 de fevereiro, foi inaugurada a exposição “Universidade do Minho: 50 anos a reinventar a educação e o conhecimento”, no Largo do Paço, em Braga. Esta mostra vai itinerar nos próximos meses pelas principais praças dos municípios do Minho.

O programa geral do Cinquentenário da UMinho prolongar-se-á até 17 de fevereiro de 2025, havendo mais 15 atividades elencadas, como concertos, performances, lançamentos de livros, conferências internacionais e a meia-maratona Braga-Guimarães.

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