UMINHO E TEMPO LIVRE UNEM-SE EM PROL DA POPULAÇÃO SÉNIOR DE GUIMARÃES

O protocolo vai permitir avaliar e mensurar ao pormenor a eficiência do projeto Vida Feliz. Resultados preliminares mostram que cerca de 25% dos idosos participantes têm problemas com o sono. Os resultados concretos serão apresentados daqui a um ano.

“Estou muito satisfeita com a ginástica. A minha saúde melhorou bastante: os diabetes baixaram, o colesterol baixou e sinto mais alegria. Estou sempre à espera do dia de ginástica”. As palavras são de uma das participantes no projeto Vida Feliz, cujo ano de atividades arranca esta quinta-feira e conta com parceria do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho (ICVS).

A data assinalou também a formalização de um protocolo de colaboração entre a Tempo Livre – Centro Comunitário de Desporto e Tempos Livres e a ICVS com uma análise aos primeiros resultados da parceria. Numa conferência que contou com a presença da professora da Universidade do Minho (UM), Margarida Correia Neves, perspetivou-se as ações a desenvolver no futuro e apresentaram-se os resultados da investigação que vinha a ser desenvolvida.

O Vida Feliz visa proporcionar à população sénior com mais de 55 anos do concelho uma atividade física regular e devidamente orientada – o projeto conta com treinadores especializados- com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos participantes. “Decidimos convidar a Escola de Medicina da UM para saber se o que estamos a fazer é bem feito e se podemos alterar a nossa metodologia”, destacou o presidente da direção da Tempo Livre, Amadeu Portilha. O diretor aludiu ainda ao desenvolvimento do projeto, que visa “ajudar os idosos a ter uma melhor qualidade de vida”. O projeto tem cerca de mil participantes, distribuídos por mais de 40 promotores locais.

Segundo fonte oficial, “proporciona aulas de atividade física, de hidroginástica e de ginástica sénior, através de uma intervenção diferenciada, à qual acresce um número significativo de iniciativas complementares, de cariz lúdico desportivo”.


Uma corrida de fundo

Ressalvando que os dados obtidos ainda não permitem fazer uma análise definitiva- visto que foram recolhidos com o projeto em andamento -, os resultados anunciados mostram ligeiras melhorias “no aumento de força e resistência dos membros superiores” e diminuição do peso corporal numa amostra dos participantes do projeto “Vida Feliz”. Partindo desta base preliminar, a professora acrescenta que “no próximo ano” existirão dados mais concretos.

Ás questões físicas junta-se o aspeto mental – os questionários distribuídos aos participantes nesta fase iam além das medições biométricas, pretendendo apurar o humor, qualidade de vida e sono dos participantes. Os dados, apresentados no Dia Mundial da Saúde Mental, mostra que cerca de 25 % dos questionados têm dificuldades relacionadas com o sono. Esta “fotografia inicial” mostra também que, em cerca de metade, há uma ligeira tendência para um “estado deprimido”.

“O avanço da ciência e o acesso da saúde por todos fizeram com que ganhássemos dez anos de vida. Vamos trabalhar juntos para ter uma vida melhor”, disse a professora Margarida Correia Neves. “O que nos propusemos foi o seguinte: se a Escola de Medicina é tão boa como achamos que é só faz sentido se as pessoas à nossa volta tiverem melhor saúde”, afirmou. Com esse objetivo, a investigação visa avaliar e mensurar ao pormenor a eficiência do projeto, ao mesmo tempo que constrói um processo para fomentar o envelhecimento ativo.

Os dados concretos desta parceria serão revelados daqui a um ano. O vice-presidente da Escola de Medicina da UM, Jorge Pedrosa, acrescentou que se “trata de uma corrida de fundo”. “O bem-estar físico tem impacto na saúde, mas é preciso mostrar como. Os números iniciais são o princípio de uma corrida de fundo. Não se descobre tudo em seis meses”, disse. Jorge Pedrosa acrescenta ainda que o projeto tem uma vertente de investigação e que pode produzir artigos científicos para publicar internacionalmente. “Este projeto – Vida feliz – é muito importante para Guimarães e poderá ser apontado como um exemplo a seguir”, salientou.

A apresentação contou ainda com a participação da vice-presidente da Câmara Municipal, Adelina Pinto, que referiu que o tempo em que Guimarães era um dos concelhos mais jovens do país já passou, sendo importante que a Tempo Livre trace, com este protocolo, um objetivo: “dar qualidade de vida aos idosos”. “É importante contar com o apoio da Universidade, através da investigação, no sentido de avaliar os resultados e assim ajudar na orientação da decisão política”, acrescenta.

Com cerca de 1000 participantes, distribuídos por mais de 40 promotores locais, o projeto Vida Feliz proporciona aulas de atividade física, de hidroginástica e de ginástica sénior, através de uma intervenção diferenciada, à qual acresce um número significativo de iniciativas complementares, de cariz lúdico desportivo, passíveis de tornarem a vida das pessoas mais ativa e mais feliz.

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