Vânia Dias da Silva

Nome completo:
Vânia Carvalho Dias da Silva Antas de Barros

Ano de nascimento:
12 de Julho de 1977

Naturalidade:
Guimarães

Profissão:
Jurista/Professora

Guimarães começou por ser o ponto de encontro dos pais, mas acabou por se tornar a terra da família. A mãe era professora, de Famalicão, o pai bancário, de Felgueiras. O local de trabalho de ambos e a enorme paixão da mãe pela cidade terão determinado a morada da família.

Desde que tem memória, sempre pediu um irmão. “Não queria ser filha única e eles acabaram por me fazer a vontade”. O irmão veio quando Vânia tinha seis anos. “Sentia-me mãezinha do meu irmão, ainda hoje sinto”, risos.

A morte da mãe apanhou-a a meio da adolescência, a uns dias de fazer 15 anos. O irmão tinha nove, nessa altura. Teve de se fazer adulta e responsável rapidamente. O pai nunca ligou muito à administração da vida doméstica e a falta da esposa não mudou muito a sua atitude. Vânia foi, a partir dessa altura, a mulher da casa.

Valeu-lhe uma “tia emprestada” que morava no andar por baixo da casa dos pais, “uma grande amiga da mãe”, que nessa altura a apoiou muito. “Foi um período difícil, mas não perdi a juventude. Vivi tudo o que tinha de viver”, revela.

Sempre boa aluna, a matemática e a química eram as únicas disciplinas que a faziam cair do registo. Quando, no 10º ano, essas disciplinas ficaram para trás os registos eram exemplares. Nas provas de aferição teve a melhor nota do distrito a filosofia. Boa aluna, mas sempre com um pé na rua. “O meu pai achava que se eu era responsável para gerir a casa também devia ser responsável para ter liberdade para sair”, recorda. Reconhece que tinha mais liberdade que a maioria das raparigas da sua idade, mas que fez um uso responsável dessa abertura. “Não bebia, não gostava, ainda hoje não gosto”.

Em pequena fez ballet e depois dança jazz. Na juventude, ainda em Guimarães, fez uma curta tentativa no teatro. “Não resultou, aquilo não era para mim. Puseram-me a fazer caretas para um espelho para descontrair e eu não precisava daquele tipo de descontração. Fui a duas aulas, nunca mais lá voltei, aquilo era muito moderno para mim, sou uma pessoa conservadora.”

A escolha do curso de Direito não representou nenhuma angústia, “sabia que queria ser advogada, desde os seis anos”. A ida para Coimbra acabou por resultar de uma negociação com a amiga Cecília Meireles (a deputada do CDS). Cecília queria ir para Lisboa, Vânia queria ir para o Porto, fizeram um acordo a meio caminho e foram ambas para Coimbra.

Guarda boas memórias dos tempos de Coimbra, “embora não seja dada a saudosismos, não vivo agarrada ao curso que tirei, nem nunca mais pus os pés numa queima”. Um ano antes da partida para Coimbra, o pai foi deslocado para o Algarve, de forma que a ida para a universidade não teve aquele deslumbramento de ir viver sozinha pela primeira vez. “Aproveitei tudo o que tinha que aproveitar”, afirma convicta.

Em Coimbra começou a militância política, primeiro na juventude popular e depois no CDS. As referências que vinham do berço eram distintas. “A minha mãe era de esquerda e dava-me coisas de esquerda para ler, o meu pai é de direita”. Como muitos jovens naqueles anos, fascinava-a o jornalismo do Independente, onde brilhavam Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso, com uma prosa afiada como nunca se tinha visto em Portugal.

Voltou a Guimarães para estagiar no gabinete de Pita da Costa. Ali conheceu o companheiro, com quem casou, em 2006, e com quem tem um filho de sete anos.

Foi assessora de Manuel Salgado Pimentel na Câmara do Porto, no segundo mandato de Rui Rio. No governo de Passos Coelho, foi Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Guarda dessa experiência “o sabor de conseguir retirar Potugal da falência”.

Preocupa-a o facto de os jovens darem a democracia como um adquirida e lamenta a falta de grandes líderes no Ocidente.

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

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