Vasco Botelho da Costa antevê Sporting: “Sentimos que estamos a crescer”
O Moreirense visita este sábado o Sporting, às 20h30, em jogo da 11.ª jornada da Liga, e Vasco Botelho da Costa deixa claro que a equipa não vai a Lisboa de braços caídos. Na antevisão, na sala de imprensa do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, o treinador dos cónegos garantiu que “não é por jogarmos em Alvalade que deixamos de ter a ambição de conseguir um resultado positivo”, e que esse é “sem dúvida o nosso grande foco”.

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A entrada de um novo treinador no Sporting não preocupa o técnico moreirense. “Não acredito que traga mais dificuldades, até porque os padrões de uma equipa que normalmente compete pelo título são sempre iguais”, afirmou, antecipando uma equipa agressiva, pressionante e com vontade de atacar e dominar. Para Vasco Botelho da Costa, o importante é a sua própria equipa e manter-se fiel ao que acredita. Sabe que, neste tipo de jogos, será obrigada a defender em vários momentos, mas quer ser uma equipa que parte “muito mais de um bloco médio-alto do que propriamente estarmos baixos a defender”, levando para Alvalade o crescimento ofensivo que tem mostrado.
Sobre o que esperar do Sporting após a mudança, o treinador admitiu não ter grande capacidade de previsão. Aproveitou para enviar “um grande abraço ao Rui”, treinador “muito querido” em Moreira e que admira e respeita, por saber o que é estar nos patamares inferiores. Lembrou ainda que é um orgulho ver “alguém que veio de baixo” ser campeão nacional e vencedor de uma Taça, e tem a certeza de que a carreira vai continuar a crescer. Quanto a Paulo, descreveu-o como um treinador que “muda muito” e é “bastante versátil”, com um plantel que lhe permite fazer “basicamente, aquilo que ele bem entender”. Ainda assim, acredita que os princípios não mudam e que o Moreirense já tem bagagem para saber como se comportar, “independentemente da forma como as peças estiverem arrumadas”.
O Moreirense chega a Lisboa com duas vitórias consecutivas, mas o treinador sublinha que a maior confiança vem de outro lado: a equipa sente que está a crescer, mais competente nos diferentes momentos do jogo, a errar menos e mais perigosa e criativa no ataque. Reconhece que a responsabilidade está “toda do lado de lá”, mas garante que a equipa respeita o adversário como respeita todos os outros e sabe como quer jogar.
Questionado sobre a necessidade de pontuar o seu trabalho com uma vitória frente a um grande, Vasco Botelho da Costa respondeu que “não necessariamente”, já que a avaliação do trabalho de um treinador passa pelas classificações finais e pelos objetivos atingidos. “Se me der a escolher entre perder todos os jogos com os grandes e ganhar todos os jogos a todas as outras equipas, eu acho que é difícil não ter um apuramento europeu com esse tipo de pontuação”, disse. Quer que o Moreirense seja, à sua escala, uma equipa que consiga dominar e pressionar os adversários, e destacou a juventude do plantel e da equipa técnica e a “máxima vontade de conseguir os três pontos”.
Nas ausências por lesão, o treinador vê um cenário diferente do da época passada, quando se sentiu “um pouco descalço”. Hoje, diz, há soluções para as várias posições, jogadores que não quer arriscar e um plantel de sub-23 que cresce e permite olhar para o jogo com ambição. Parsemain continua de fora, João Veloso está quase de volta, mas ainda sem as melhores condições, e Tiago Andrade, levado “até ao limite” no último jogo, falha a partida por precaução.





