VÍTOR CAMPELOS

Nome completo
Vítor Fernando de Carvalho Campelos

Nascimento
11 de Maio de 1975, Guimarães

Profissão
Treinador

Já percorreu um longo caminho no futebol e o desporto rei é a sua grande paixão. Vítor Campelos falou sobre o começo como jogador, passando pela sua experiência no estrangeiro, chegando até ao seu objetivo atual: chegar à I Liga portuguesa.

Cresceu entre Azurém e Costa, e desde miúdo que aprendeu a gostar do clube da cidade. “Desde tenra idade que me foi incutido o vitorianismo. Também desde muito cedo que comecei a jogar nas camadas jovens do Vitória”, recordou. Seguiu depois para o Vizela, onde teve a sua primeira experiência nos seniores. No entanto, tinha o pai à perna a relembrar-lhe que os estudos vinham em primeiro lugar. Ainda assim, juntou o útil ao agradável. “Decidi então estudar Educação Física”, contou.

Seguiu para o ISMAI, onde tirou a licenciatura. “Na altura da faculdade, como também não sabia no que podia dar o futebol, dava aulas no Colégio de Vila Pouca. Andava na faculdade de manhã, dava aulas no colégio à tarde e depois à noite ainda treinava no Serzedelo. Sempre fui um bocadinho responsável. Aliás, um bocadinho grande”, revelou o treinador.

A aposta no curso de Educação Física foi certeira. Depois de um “encadear de situações”, a sua carreira no futebol foi começando a construir-se. Começou fora dos relvados como preparador físico no Serzedelo, fazendo parte de uma equipa técnica liderada por José Gomes. “Quando o José Gomes foi para o Porto, o Toni, que tinha sido treinador do Benfica e o José Gomes tinha sido adjunto dele, disse que precisava de alguém para ir com ele para a Arábia. O José Gomes disse que tinha o adjunto, que era eu, e fui para a Arábia”, referiu.

A primeira aventura de Vítor Campelos no estrangeiro foi no Al Ettifaq. Esteve depois no Al Sharjah, no Al Ittihad onde se sagrou vice-campeão saudita e no Tractor Sazi FC, conquistaria de novo um lugar de destaque ao garantir o vice-campeonato. “São culturas diferentes. Tive a felicidade de trabalhar com a cultura árabe e com a cultura persa. Os clubes onde estivemos eram clubes que lutavam sempre para serem campeões. No Irão, por exemplo, tínhamos jogos com 100 mil adeptos, eram realidades diferentes”, apontou.

Contudo, o sonho era vir a ser treinador principal, o que não demorou muito a ser concretizado. Na altura em que terminava o IV nível de treinadores UEFA PRO, surgiu a oportunidade de treinar o Videoton FC B. “Foi uma experiência muito boa, foi a melhor classificação de sempre. Conseguimos ainda estar para aí 11 jogos sem perder e deixamos marca”, recordou.

Regressou então às terras lusas, para um desafio nada fácil: o Trofense. “Estava na última posição e eu já era o terceiro treinador daquela época. Não era uma tarefa fácil e não foi uma tarefa fácil. Aliás, não cheguei a terminar lá a época”, disse. Foi depois então que surgiu a oportunidade de treinar o clube da terra, no Vitória B. “Foi uma grande responsabilidade. Treinar a equipa da qual somos sócios há mais de 40 anos era uma responsabilidade muito grande. São memórias muito boas, de grande aprendizagem. Às vezes, as pessoas de Guimarães não conhecem o trabalho dos vimaranenses, e senti também que foi uma forma de mostrar o meu trabalho. Foram três anos fantásticos. Sentimos que ajudamos no crescimento de muitos jogadores, não só enquanto jogadores, mas também na sua maturação de caráter e na sua personalidade. Chegou a uma altura da minha vida em que senti que esse era o meu propósito, poder ajudar os outros a serem melhores pessoas”, mencionou.

Apesar dos convites no início da época, Vítor Campelos e a sua equipa ponderaram não aceitar e dar um passo mais certeiro. O objetivo agora é a I Liga portuguesa. “Quero criar algumas raízes de I Liga, para depois poder então sair para outros países, com algo já mais sustentável, e com certeza as boas oportunidades vão chegar”, concluiu.

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