VÍTOR DIMAS

Nome completo

Vítor Hugo Moura da Silva

Nascimento

12 de Fevereiro de 1990

Guimarães

Profissão

Treinador de guarda-redes e Personal Trainer

Dimas, nome que herdou do seu avô, é um vimaranense que dedica e dedicou a sua vida ao desporto. Treinar guarda-redes de futebol é o que mais o entusiasma e o seu sucesso chegou mesmo a outro canto do mundo. Conheça a história do treinador da cidade-berço, desde os seus tempos no Vitória Sport Clube até ao seu feito mais recente, no Liaoning Whowin FC, China.

Vítor Dimas nasceu e viveu em Guimarães e sempre esteve ligado ao desporto, tendo o seu pai como mentor e impulsionador na vida de desportista, que jogou profissionalmente no Vitória e envergou também na carreira de treinador. Ao relembrar a infância, diz que “quando era mais novo era gordinho, gostava e ainda gosta bem de comer”. Mas ao crescer descobriu o futebol, que é a sua verdadeira paixão, “e a partir da entrada no Vitória, aos dez anos, comecei a emagrecer e a paixão pelo desporto ficou”, recorda a sorrir o treinador, que começou desde início na posição de guarda-redes porque, segundo o mesmo, “os mais fortezinhos iam à baliza”. Dimas, de 28 anos, acredita que “para ser um bom guarda-redes é preciso entender o que se passa no campo e no jogo, e para isso há que conhecer todas as posições”, não só o lugar de guardião.

“Não fumo, nem bebo. Faço é muito desporto, todos os dias”

O seu percurso académico passou pelas escolas de Guimarães e terminou no ISMAI (Instituto Superior da Maia), onde tirou a licenciatura em Desporto e Educação Física. Sobre os tempos na universidade, Dimas orgulha-se por ter completado o curso em três anos, sem nunca se ter desviado dos estudos. “Sou uma pessoa muito pacata. Não fumo, nem bebo. Faço é muito desporto, todos os dias”. Sobre a sua família, Dimas orgulha-se em dizer que tem “uma sorte desgraçada”. “Os meus pais estão casados há quase 30 anos e estão sempre às turras e aos abraços. Tenho uma relação fantástica com o meu irmão, muito derivada à educação que tivemos dos nossos pais e porque partilhamos a mesma ligação com o desporto”. Graças à educação e disciplina que recebeu por parte da família, conseguiu chegar longe.

“Notei que ainda havia uma mentalidade de ditadura”

Em 2012, começou no Vitória Sport Clube a treinar os sub-15, equipa que acompanhou durante dois anos. Em seguida, treinou os sub-19, durante quase duas épocas, em que a meio da segunda surgiu a proposta de partir para a “aventura” da China, no Liaoning Whowin FC. “Foi uma licenciatura de vida. A maneira como eles agem e pensam é completamente diferente da nossa. Ao viver lá durante dois anos, notei que ainda havia uma mentalidade de ditadura”, revela. “Nós aqui estamos habituados a questionar e lá estão muito presos nesse aspeto. Os meninos que treinei tinham muita dificuldade em perceber a lógica dos exercícios e sei que vim embora e eles continuam sem entender”. Sobre a forma como os orientais vivem o futebol, Dimas afirma que não é o desporto rei, “preferem o ping-pong”. “Nós íamos ver um jogo do clube e tinham cerca de 16 mil adeptos, o que parece muito, mas estamos a falar de uma cidade com nove milhões de pessoas”. Dimas admite que “no Vitória não falta nada”, enquanto na China tinha que se adaptar constantemente a adversidades.

Vítor Dimas está, atualmente, num ginásio de eletroestimulação como personal trainer. Mesmo gostando do que faz hoje, Dimas quer lutar pela carreira de treinador de guarda-redes e acredita que “para um excecionalmente bom há sempre lugar”.

Por: Luísa Nogueira

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