VITÓRIA ENTRE OS CLUBES INVESTIGADOS POR FRAUDE FISCAL E LAVAGEM DE DINHEIRO

Artigo publicado na edição desta semana da revista Sábado revela que o MP e a AT têm cinco “megainquéritos abertos por suspeitas de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais”.

“A quase totalidade destes processos estendem-se do FC Porto a clubes como o Benfica, Braga, Estoril, Guimarães, Portimonense, Marítimo, Sporting, e muitos outros”, refere o artigo. © Mais Guimarães

O Vitória figura no conjunto de emblemas do futebol português a ser investigado pelo Ministério Público (MP) e Autoridade Tributária (AT), através de “cinco megainquéritos abertos por suspeitas de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais”, lê-se no artigo publicado pela revista Sábado no número 823, lançado para as bancas esta quinta-feira. A suspeita recai sobre “clubes, sociedades anónimas desportivas [SAD’s], administradores, jogadores, treinadores, diretores desportivos, agentes e advogados” que terão recorrido a “alegados documentos contabilísticos fictícios para empolar custos”. A investigação está a ser realizada por “uma equipa especial conjunta” do Departamento Central de Investigação e Ação Criminal (DCIAP), que conta também com a Direção de Serviços de Investigação da Fraude e Ações Especiais (DSIFAE).

Há referências a clubes como o Benfica, SC Braga, Portimonense, Marítimo, Sporting e Vitória, mas o artigo refere que “o processo-crime mais adiantado será aquele que visa Pinto da Costa e FC Porto, tendo resultado da junção de oito inquéritos iniciados em 2017/18”. A vantagem patrimonial ilegal em causa pode ser, estima a AT, segundo a Sábado, de cerca de 20 milhões de euros.

“A quase totalidade destes processos estendem-se do FC Porto a clubes como o Benfica, Braga, Estoril, Guimarães, Portimonense, Marítimo, Sporting, e muitos outros” e dizem respeito a “direitos económicos de jogadores de futebol profissional”, para além de “contratos de direitos de imagem”, de “atribuição de prémios de assinatura e pagamentos a comissões a terceiros pela intermediação na contratação ou renovação dos contratos de trabalho dos atletas”. A Sábado também adianta que, relativamente ao Benfica, algumas transferências — “visam-se clubes estrangeiros e empresas de intermediação” — estarão sob investigação, como as de Pizzi, Carrillo ou Ola John, agora jogador do Vitória.

O artigo aponta ainda o caso de Luís Carneiro (Licá): “O FC Porto gastou 1,5 milhões de euros para comprar 60% da posse do jogador (o contrato estabelecia que podia ainda adquirir mais 20% do passe por 400 mil euros) para o fazer assinar um contrato de três anos.” Licá foi depois emprestado ao Rayo Vallecano, passando pelo Vitória, Estoril e Granada, até chegar ao Belenenses em 2017/18, onde permanece. O fisco “investiga se foi enganado em 420 mil euros”.

De acordo com o comunicado presente no site do Vitória, a SAD informa “que não tem conhecimento de qualquer investigação judicial em curso, sendo certo que em momento algum foi contactada ou notificada para prestar esclarecimentos ou partilhar informações junto das autoridades judiciais ou dos órgãos de polícia criminal”. Lê-se ainda que é “totalmente alheia ao teor dos relatos referidos, censurando qualquer putativa associação sensacionalista do seu bom nome ao desenvolvimento de atividades ilícitas”.

Artigo atualizado às 19h47: Acrescentou-se o comunicado do Vitória relativo ao assunto em questão.

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