HÁ HOSPITAIS NA ZONA NORTE SEM DINHEIRO PARA MEDICAMENTOS

A denúncia partiu do presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, António Araújo, que declarou, na terça-feira, dia 30 de maio, que há “alguns hospitais da região que não têm dinheiro para comprar medicamentos”.

António Araújo não quis identificar as unidades de saúde em dificuldades nem o tipo de medicamentos em causa, mas fez questão de sublinhar que “todo o Serviço Nacional de Saúde está a viver um momento muito difícil. Há unidades hospitalares que têm graves dificuldades para comprar medicamentos por falta de verba”. A administração do Hospital da Senhora da Oliveira afirma que este não é o caso da unidade vimaranense.

Em relação às políticas que têm sido praticadas na área da Saúde, o presidente do Conselho Regional revela que “a Saúde está subfinanciada de uma forma crónica. A verba para a Saúde aumentou quase nada este ano e isto tem vindo a agravar-se”, disse, notando que os hospitais do Norte, tradicionalmente mais rigorosos nas contas, têm sido os mais afetados pelos cortes aplicados no setor. Relativamente a este ponto a administração do Hospital de Guimarães não acrescenta nada, lembrando apenas que “os Minsitérios da Saúde e das Finanças são quem decide sobre o financiamento dos hospitais EPE”.

O responsável acrescentou ainda que um resultado visível deste subfinanciamento é o aumento significativo das dívidas do Serviço Nacional de Saúde aos fornecedores, que já ascende aos mil milhões de euros. A administração do Hospital da Senhora da Oliveira afirma que “não tem sentido nenhum constrangimento relativo a fornecimentos ou fornecedores”. O prazo médio de pagamento a fornecedores do Hospital de Guimarães´, em 2017, está em 112 dias, a piorar relativamente à média do ano anterior que tinha ficado em 90,25 dias. Na realidade esta média em oscilado à volta do número 100, alcançado em 2014, e que piorou no ano seguinte, em 2015, para 112, 75 dias. Estes números representam um incumprimento do objetivo de redução dos prazos médios de pagamento em 2015 e 2016 e não se afigura nenhuma melhoria para 2017. Apesar deste quadro o Hospital da Senhora da Oliveira tem prazos médios de pagamento a fornecedores melhores que o vizinho Centro Hospitalar do Médio Ave que fechou 2016 com um PMP de mais de 198 dias e está, em 2017 com um PMP de 206 dias.

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