Vimágua diz que “não há registo de dificuldades” nas captações de água

País atravessa

ARMINDO

Portugal continua em situação de seca severa. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, 91% do território estava em seca severa ou extrema a 15 de fevereiro.

O inverno invulgarmente seco e quente que atravessamos atualmente está a afetar as reservas de água. Até ao momento, a Vimágua não tem registo de dificuldades.

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As captações de água da Vimágua são realizadas essencialmente no Rio Ave e, até ao momento, “não há registo de dificuldades”, explicou ao Mais Guimarães Armindo Costa e Silva, presidente do conselho de administração da empresa responsável pela água e saneamento nos concelhos de Guimarães e Vizela.

“A montante das nossas captações, a Barragem do Ermal, que é a principal albufeira, apresenta um nível de reserva inferior à média dos últimos anos. Ainda assim, tem garantido um caudal ecológico que faz com que não tenhamos tido qualquer problema e também não antevemos dificuldades no que à captação de água diz respeito”, esclarece o responsável.

Relativamente aos períodos de seca que o país tem atravessado, Armindo Costa e Silva refere que “existe a expectativa de que ainda irá chover e que os níveis da albufeira irão subir”. Atualmente, as albufeiras em situação mais crítica são as do Lindoso e Barlavento Algarvio, com níveis de reserva inferiores a 20%, contrariando a Barragem do Ermal com uma capacidade de reserva superior a 40%.

O presidente da Vimágua esclarece ainda que “a média nesta altura do ano é de 74%, ou seja, estamos bastante aquém dos últimos anos”. Porém, não é caso único. Aliás, “durante a última década registaram-se períodos de seca similares aquele que estamos a vivenciar hoje, mas a precipitação acabou por repor os níveis habituais do caudal ecológico do Rio Ave. Por consequência, nunca foi posto em causa a captação e distribuição de água aos concelhos de Guimarães e Vizela”, conclui.

No que às perdas de água diz respeito, que em 2019 representavam cerca de 35%, o presidente da Vimágua esclarece que “combatê-las é sempre uma prioridade”.

 “Temos valores que, para nós, são insatisfatórios e pretendemos melhorá-los”, admite Armindo Costa e Silva, esclarecendo ainda que “a vasta extensão de condutas de água, de 1.360 quilómetros (o equivalente a ir e voltar ao Algarve) faz com que o controlo das perdas nem sempre seja tarefa fácil”.

Para isso, adianta, nos últimos anos foram feitos um conjunto de investimentos que visam controlar e reduzir substancialmente o volume de perdas através da criação de zonas de monitorização.

“Atualmente, toda a rede de água está segmentada para os serviços técnicos tenham conhecimento, em tempo real, do caudal que está a passar numa determinada zona. Desta forma, qualquer desvio que haja ao padrão habitual pode significar uma fuga de água e assim que esse alerta é recebido há, de imediato, uma mobilização de recursos humanos e maquinaria para o resolver”, diz Armindo da Costa e Silva.

Tratam-se de “medidas estratégicas para que a deteção e respetiva intervenção sejam feitas o mais precocemente possível”. A par disto, foi ainda criada Divisão de Gestão de Ativos na Vimágua que atua no combate às fugas de água ocultas.

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