Distrital da CDU vai passar por Guimarães para esclarecimentos sobre a prospeção de lítio
Partido considera o processo "pouco transparente".

Litio Barra
A distrital da CDU está, esta quarta-feira, a levar a cabo ações nos concelhos de Celorico de Basto, Fafe e Guimarães, que visam obter esclarecimentos acerca da pesquisa e prospeção de lítio na zona de Seixoso-Vieiros.
As freguesias de Serzedo (Guimarães), Silvares (Fafe) e Agilde (Celorico de Basto) foram algumas das áreas que receberam luz verde e que serão visitadas pelo partido ao longo do dia.

Em comunicado às redações, a distrital explica que a decisão “do Governo de concretização de concurso para atribuição dos direitos de pesquisa e prospeção do Lítio na região do Seixoso-Vieiros suscita fundadas interrogações de natureza ambiental e económica, que obrigam a pôr em causa todo o processo em curso”.
O programa conta com a participação de João Pimenta Lopes, deputado ao Parlamento Europeu e membro do Comité Central do Partido Comunista Português, e de Mariana Silva, deputada à Assembleia da República e membro da Comissão Executiva do Partido Ecologista Os Verdes.
“Consideramos que o processo não está a decorrer da melhor forma. Devia haver mais esclarecimentos junto da população de forma a perceber se estão conscientes do que vai acontecer nestas regiões”, explica Mariana Silva ao Mais Guimarães.
Classificando o processo como “pouco transparente”, a deputada do PEV explica que o partido tem, desde 2018, procurado perceber “tanto a nível local, como na Assembleia da República, o que é vai efetivamente acontecer nas regiões mapeadas” para a pesquisa e prospeção do lítio.
Depois da primeira visita do dia à freguesia de Agilde, em Celorico de Basto, Mariana Silva diz ter presenciado o “desconhecimento junto das populações que não sabem o que vai acontecer nas suas terras, não percebem como é que o processo se desencadeia e que dificuldades trará a prospeção para as suas regiões”. Desta forma, persistem as dúvidas sobre “o que vai acontecer, quem serão as partes beneficiadas e se será benéfico para as próprias regiões a prospeção de lítio ou outros minerais”. “Tudo isto deveria estar a ser esclarecido pelo Governo que tem a responsabilidade de conversar com os municípios, que farão a ligação as juntas de freguesia e com a população”, acrescenta.
Lembrando que estas são regiões “abandonadas ao longo dos tempos porque deixaram de ter serviços públicos como escolas ou centros de saúde”, a deputada à Assembleia da República recorda que a população tem “tentado manter as regiões ativas através da aposta na agricultura e turismo”.
Assim, foram colhidos testemunhos de “pessoas que apostaram na agricultura e não sabem o que vai acontecer às suas terras, desconhecem os contornos do processo e quais os impactos da exploração do lítio”.
O programa desta quarta-feira inclui ainda paragens na junta de freguesia de Silvares, em Fafe, e termina com uma sessão pública em Guimarães, na Convício – Associação Cultural e Recreativa, pelas 18h15.





