Casa do Lanceiro adquire raro capacete do Regimento de Cavalaria Nº2 – Lanceiros de 1918
Trata-se de um centenário capacete de oficial de cavalaria do Regimento de Cavalaria Nº2 de 1918, do período da Primeira Guerra Mundial.

Capacete-lanceiros
A Associação Veteranos Lanceiros de Portugal adquiriu mais uma peça “muito rara” para o espólio do seu museu, localizado no Convento de Santo António dos Capuchos, em Guimarães. Trata-se de um centenário capacete de oficial de cavalaria do Regimento de Cavalaria Nº2 de 1918, do período da Primeira Guerra Mundial.

Segundo Fernando Rego, presidente da direção da associação que tem sede na cidade-berço, esta aquisição “vem dar uma acrescida dignidade ao Museu da Casa do Lanceiro e contribuir, uma vez mais, para a perpetuação das raízes históricas e reais dos Lanceiros de Portugal”.
Oportunamente, adianta Fernando Rego, será feita a sua apresentação pública do objeto militar, após a qual, os vimaranenses e os Lanceiros de Portugal o poderão apreciar, estando a decorrer as tarefas inerentes à instalação do raro capacete em “condições técnicas e de dignidade que permitam a sua conservação nas melhores condições”.
“Extraordinariamente bem conservado, é de facto um orgulho muito grande estar agora na posse da Associação Veteranos Lanceiros de Portugal”, diz o dirigente.
Fernando Rego lembrou também, relativamente aos factos ocorridos durante a Primeira Guerra Mundial, que com a entrada de Portugal no conflito, foram mobilizados um grupo de esquadrões deste Regimento, N 2, que viriam a integrar o corpo expedicionário enviado à Flandres.
O Ministro da Guerra na altura louvou a força “pela forma correta e reveladora do notável zelo com que se apresentaram”. A imposição das circunstâncias do teatro de operações, obrigou à renúncia do tradicional emprego com subunidades montadas, o que não impediu que na Guerra de Trincheiras, os homens deste Regimento brilhassem uma vez mais”, terminou.





