Hugo Ribeiro aponta que o município desvaloriza os problemas da indústria têxtil

O vereador eleito pela coligação "Juntos por Guimarães" referiu que Domingos Bragança "subvalorizou um setor fundamental do concelho", realçando que "o têxtil está no ADN de Guimarães."

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O tribuno referiu, durante a reunião do executivo municipal, realizada na sede do Grupo Pinto Brasil, em Guardizela, no âmbito do mês da economia, que denotou “o presidente do município subvalorizou um setor fundamental no concelho, com receitas na ordem dos 900.000 milhões de euros.” Hugo Ribeiro realçou que a indústria têxtil sustenta muitas famílias na nossa região e que é gerador de muita riqueza.” e recordou que o setor “foi dado como morto por várias vezes e tem resistido e vai continuar a resistir.”

O vereador na Câmara Municipal de Guimarães alertou, assim, para a desvalorização por parte do município de um setor que “regista o encerramento de fábricas regularmente, e onde mais vão fechar porque têm dificuldades”. Para Hugo Ribeiro, “é difícil perceber que não há sensibilização para este setor por parte do executivo municipal”, destacando a “resiliência dos empresários e operários que têm de lutar para viver”.

Considerando que “se deve olhar primeiro para o presente, para depois olhar para o futuro”, na opinião de Hugo Ribeiro devia “haver um cuidado em fazer um inventário dessas empresas, e aproximar-se às dificuldades, para se perceber o que se pode fazer., em vez de andarmos entretidos em conferências, em chamadas de oradores e em teoria.” Temos de dar as ajudas necessárias agora”, reiterou.

O tribuno destacou que é preciso “acarinhar esta indústria e aproximar dela. O presidente não pode estar apenas direcionado para as empresas tecnológicas, que esse é o nosso caminho. Também tem de olhar para a realidade que tem nas mãos.” Apesar disso, o vereador é a favor da transição tecnológica, em que vê esse passo como “um desígnio coletivo” em Guimarães. Além disso, Hugo Ribeiro tocou na vertente ambiental, em que afirmou que a “questão da sustentabilidade muda o paradigma dos têxteis de baixa qualidade. O futuro está na qualidade”.

Do outro lado, Domingos Bragança expressou que a intervenção feita pela oposição “é algo contraditória”, apontando que Hugo Ribeiro disse, “por um lado, que a indústria têxtil é complicada, porque compete com setores com mão de obra intensiva. Mas, por outro lado, depois diz que o setor tem resistido às dificuldades.”  Além disso, o edil realçou que “o que manteu as empresas têxteis até agora foi a capacidade de serem competitivas perante as ameaças.”

O autarca considerou que “o têxtil é um setor como outro qualquer e que tem competividade como qualquer outro”.  Além disso, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães defendeu que a indústria têxtil deve seguir o caminho da transição digital: “Tem de passar da mão de obra intensiva para o reconhecimento. E isso tem de ser feito pelos materiais, economia circular, automatação e transformação digital. Portanto, assim aumenta os seus níveis de competitividade e com base tecnológica.”

 

 

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