Concelhia do Chega de Guimarães afasta-se de detidos ligados ao Grupo 1143
Ao Mais Guimarães, Nuno Vaz Monteiro, presidente da Concelhia do Chega de Guimarães confirmou que dois dos detidos na operação Irmandade, da Polícia Judiciária (PJ), por ligação ao grupo extremista 1143, são militantes do partido.

© Nuno Vaz Monteiro
João Peixoto Branco, de 37 anos, que foi candidato à Junta de Freguesia de Selho São Lourenço e vice-presidente da concelhia entre 2022 e 2023, e Rita Castro, de 29 anos, segunda na lista do Chega à Câmara Municipal nas autárquicas de 2021 e também candidata às Legislativas de 2022 foram detidos por ligação ao Grupo considerado pela polícia perigoso e com ideologia neonazi. Os vimaranenses estão entre os 37 detidos na operação da PJ que desmantelou o Grupo 1143.
O presidente da concelhia de Guimarães, Nuno Vaz Monteiro, afirmou que conhece os dois militantes: “São militantes, mas não têm as cotas pagas”. Nuno Vaz Monteiro garante que, em Guimarães, o Chega não tem qualquer ligação com o grupo.
A operação Irmandade da PJ envolveu 65 buscas e 37 detenções de norte a sul do país, visando desmantelar uma “rede de ideologia neonazi com atuação violenta”.
Nuno Vaz Monteiro lamentou a associação do partido a este caso e destacou que, se fossem analisadas as filiações políticas dos restantes detidos, “apareceriam outros partidos”. O dirigente afirmou ainda que o Chega mantém o combate à imigração irregular e se preocupa com a integração de comunidades minoritárias, uma das bandeiras do grupo. mas que essas preocupações não justificam qualquer ligação a grupos extremistas.





